Saúde

A criança e os seus sentimentos

Comentário(s) 10 abril 2017

Marisa Lie Oshiro Izumi

Marisa Lie Oshiro Izumi

Medo, raiva, ansiedade, frus­tração e irritação são al­guns dos sentimentos ma­nifestados pelas crianças e que com os quais muitos pais e cuidadores não sabem como lidar.

As emoções e os sentimen­tos servem para nos prote­ger, seja de situações de pe­rigo ou até mesmo nos avi­sando quando precisamos nos preparar para algum exame ou apresentação em público. Portanto, os senti­mentos são reações naturais do nosso cor­po e devem ser acolhidos.

É muito comum, em situações em que a criança expressa raiva ou medo, os adultos dizerem: “Deixa pra lá!”, “Não liga pra isso!”. Quando as crianças ouvem essas frases, elas não se sentem acolhidas; pelo contrário, sen­tem-se como se os adultos não as compreen­dessem, gerando mais raiva, mais frustração, mais tristeza, mais ansiedade…

Mas é importante ressaltar que acolher o sentimento não significa que os pais e cuida­dores também precisam acolher o modo co­mo a criança se comportou.

Quando a criança fica com raiva porque um amigo pega um brinquedo de sua mão e em resposta ao comportamento do amigo, ela ba­te e grita com ele, os pais podem conversar com a criança sobre o que ela estava sentin­do e identificar quais eram os senti­mentos. Os pais devem acolher es­ses sentimentos, dizendo: “Se eu estivesse no seu lugar, também sentiria o mesmo que você”, “Eu também sinto raiva quando al­guém pega algo da minha mão”. Feito este acolhimento, a crian­ça perceberá que os pais a compreendem e então os pais podem seguir dizen­do: “Sentir raiva você pode, mas o seu comportamento de bater e gritar não foi le­gal, como podemos pensar em outros com­portamentos para manifestar a sua raiva?” A partir daí, os pais e a criança podem pensar em comportamentos alternativos para as si­tuações em que a raiva se manifeste, como por exemplo, chamar a professora ou a mãe.

Acolher os sentimentos e emoções das crianças faz com que cresçam com uma au­toestima melhor e entendam que há muitas maneiras de se comportar diante da raiva, do medo, da frustração.

Artigo da psicóloga Marisa Lie Oshiro Izumi  (CRP 06/123583), formada em Terapia Cognitiva Comportamental para crianças e adolescentes e pós-graduanda em transtornos alimentares e obesidade. É idealizadora das fanpages: Vida de Criança e Psicologia para Emagrecer. Contato: 11-97358-1582

Edição 224

Setembro 2017

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