Esportes

A dança no combate aos transtornos mentais

Comentário(s) 03 janeiro 2020

 danca

 Se antes dançar era apenas motivo de descontração em festas e baladas, ho­je a prática significa adquirir saúde, equilíbrio e bem-estar emocional. Dentre di­versas modalidades, ela contribui na preven­ção e tratamento das chamadas doenças do século. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, 300 milhões pes­soas enfrentam a depressão no mundo. Já o Brasil é recordista mundial em prevalên­cia de transtornos de ansiedade: 9,3% da população sofrem com o proble­ma. Ao to­do, são 18,6 milhões de pessoas.

Para evi­tar que o estresse do dia a dia evolua para transtornos mentais mais graves, médicos e educadores físicos propõem uma abordagem mais leve e des­contraída.

“As aulas de dança trabalham ritmo, mar­cação e estimulam as atividades cerebrais, ao mesmo tempo em que proporcionam o convívio social e entretêm todas as idades”, esclarece a professora de Zumba e FitDan­ce, Camila Araújo.

De acordo com estudo da Universidade La Salle – realizado com mais de 265 mil pesso­as de 20 países diferentes –, independente­mente de idade ou localização geográfica, a atividade física funciona como prevenção à depressão. “Esse estudo especificamente se refere à prevenção, e não ao tratamento. Há bastante evidência na literatura de que, para pessoas que têm depressão, o exercício po­de ajudar a aliviar sintomas.

“Enquanto o corpo acompanha a música, a mente libera substâncias como a endorfina e serotonina, que emitem sensação de felicida­de, bem-estar e, consequentemente, reduzem dores crôni­cas e melho­ram o condi­cionamento físico”, com­p l e m e n ­ta Camila Araújo.

Como em qualquer atividade física, a produção de endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina, hormônios conhecidos como o “quarteto da felicidade”, produzem a sensação do prazer. Por isso, a mente necessita detectar uma situação favo­rável e ser desligada em seguida, como ocor­re na dança que possui duração necessária para a liberação dos hormônios.

“Quando dizemos que quem dança é mais feliz, estamos falando de algo comprovado pela ciência. Faz bem para a nossa saúde fí­sica, mental e emocional”, finaliza a profes­sora de dança.

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