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A importância da atividade física para deficientes físicos

Comentário(s) 15 outubro 2019

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Muito tem se debatido sobre a importância da acessibilidade e inclusão social. Profissionais de saúde lembram sempre sobre a importância da prática de atividades físicas para pessoas deficientes, já que muitos, por possuir algum tipo de limitação motora, acabam achando que sedentarismo é consequência. Segundo o professor do núcleo de pós-graduação em Educação Física da Faculdade IDE Humberto Gomes, não se mexer pode até acentuar ainda mais os efeitos da limitação motora.

“O paralítico, como um dos exemplos, passa maior parte do tempo sentado. Logo, logo a circulação sanguínea para os membros inferiores pode ficar comprometida, acentuando os riscos de doenças vasculares, o que pode agravar os riscos de doenças cardiovasculares”. Segundo o professor, outro aspecto a destacar é que em muitos casos o aumento do peso corporal pode ser observado, levando a efeitos deletérios ocasionados pelo sobrepeso e obesidade, como elevação dos níveis de colesterol LDL (ruim), aumento da glicemia (açúcar no sangue) e dores articulares.

Entre os comprometimentos ocasionados pelo sedentarismo é que, a depender da deficiência física, observa-se um desequilíbrio corporal (desalinhamento), situação observada em algumas patologias. “Nesse caso, pode haver o desenvolvimento de doenças relacionadas ao sistema osteomioarticular, que engloba os ossos, músculos e articulações) levando, geralmente, a dores lombares. Assim, o recomendado fortalecimento da musculatura dos membros superiores e região do tronco, denominada mais atualmente como CORE, são estratégias que devem ser adotadas”, explica Humberto.

O professor da Faculdade  IDE lembra ainda que, em se tratando de deficiências cognitivas, relacionadas principalmente ao processo de aprendizagem, o sedentarismo mostra-se mais prejudicial ao processo de formação e fortalecimento das relações interpessoais. Por isso, o ideal seria que o deficiente físico fosse acompanhado por uma equipe multidisciplinar, incluindo médico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo e profissional de educação física para que esses profissionais possam buscar e discutir as diferentes formas de intervenção.

“Entre as atividades realizadas por um profissional de Educação Física que podem ajudar a melhor a qualidade de vida do paciente, atividades lúdicas, recreativas, esportivas e atividade física de alto rendimento, como o Brasil vem se destacando como potência paraolímpica”, esclarece o professor do núcleo de pós-graduação em Educação Física da Faculdade IDE. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que o Brasil tem 6,2% de sua população com algum tipo de deficiência.

As políticas públicas de inclusão no país ainda são precárias, e as cidades estão longe de uma acessibilidade ideal. Mas a dica do professor é que a pessoa busque, primeiramente, a superação em diferentes dimensões, como comportamental, emocional e física entre outras. “Assim, o exercício físico surge para muitos deficientes como um suporte, principalmente para os que ficaram deficientes após um acidente”.

Já a fisioterapia, outra grande aliada, vem para harmonizar os músculos e articulações, com o objetivo de tornar o movimento o mais funcional possível, segunda conta a fisioterapeuta e professora da pós-graduação em fisioterapia neurofuncional da Faculdade IDE  **Adriana Maciel. “Costumo dizer que todo tratamento tem que ter começo, meio e fim. E no caso dos pacientes neurológicos, mesmo quando as metas funcionais são atingidas, é interessante que o paciente passe por revisões mensais, apenas para acompanhamento, mas sempre na dependência do tipo de patologia apresentada”.

Segundo a fisioterapeuta, movimento é vida. “Portanto, movimente-se bastante, nas mínimas atividades da vida diária, respeitando, claro, as limitações de cada um. Além disso, lembro de aliar com uma alimentação saudável para uma saúde e bem-estar”.

 

Edição 249

Outubro 2019

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