Esportes

A importância de atividade física no tratamento de doenças crônicas

Comentário(s) 04 outubro 2019

atividade fisica

Entre 9h e 16h50 deste primeiro sábado de outubro (5), a Associação Paulista de Medicina (APM) promove o Simpósio de Medicina do Exercício e do Esporte voltado para a prescrição de atividades físicas no tratamento de doenças crônicas, como osteoporose, hipertensão arterial, lombalgia, depressão, entre outras.
Nos últimos tempos, pesquisadores ao redor do globo vêm investigando a relação benéfica entre essas doenças e a prática de exercícios físicos, utilizando-os como forma de prevenção e controle da patologia.  Porém, como aponta o dr. Ahmad Hassan Ayoub, médico do esporte do Paulista Futebol Clube de Jundiaí e colaborador do evento, muitos profissionais de medicina ainda precisam conhecer melhor o poder da atividade física, para começar a prescrevê-la como parte da terapia.

Assim, o Simpósio servirá para apresentar a efetividade da prática na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. “A procura por exercícios é crescente e é nossa obrigação, enquanto médicos, mostrar todos os benefícios que eles possam oferecer”, declara dr. Hector Aníbal, ortopedista e também colaborador da reunião.

Como explica a dra. Denise Denari, pediatra e médica do exercício e do esporte que tratará da prática no câncer, novos levantamentos sobre o tema vêm saindo em revistas científicas renomadas dia após dia. Um simpósio dessa proporção atualizará profissionais de diversas especialidades nessa área de pesquisa em franca ascensão. O dr. Gustavo Magliocca, coordenador médico da Sociedade Esportiva Palmeiras, concorda e afirma: “Falarei especificamente sobre a insuficiência arterial periférica e tentarei trazer o que há de mais atual na prescrição de atividade física para a doença”.

Um dos principais benefícios do tratamento físico é a diminuição na quantidade de medicamentos e cirurgias aplicados ao paciente. É o que afirma dr. Hesójy Gley, diretor de saúde do Comitê Paraolímpico Brasileiro, que aplicará o tema ao contexto da fibromialgia, síndrome muito negligenciada por diversos médicos. O palestrante de lombalgia e membro da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (SPAMDE), dr. Adriano Leonardi, reforça, comentando que pesquisas recentes associaram a redução no uso de analgésicos, anti-inflamatórios e antidepressivos à prática regular de esportes.

A adesão ao tratamento pela inclusão do exercício é um dos eixos principais da discussão. Para a dra. Ana Paula Simões, especialista do Comitê de Traumatologia Esportiva da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), que abordará a osteoporose, o paciente deve se sentir bem durante a prática para não desistir do processo. Pela importância do tema, o dr. Victor Miranda, diretor da SPAMDE, responsável por tratar da diabetes mellitus tipo II, utilizará exatamente esse enfoque na sua palestra: como iniciar um diabético no treinamento físico.

Doenças psicológicas e comportamentais não estão de fora. Palestras sobre depressão e insônia também abordarão os efeitos do esporte na melhoria do quadro clínico. Dr. Bruno Perez, médico do São Paulo Futebol Clube, explica a importância de abordar essa relação, visto que “a depressão é uma doença que vem crescendo e as atividades físicas são um dos melhores e mais baratos tratamentos”.

As patologias apresentadas no Simpósio são as mais comumente diagnosticadas em consultórios. Assim, a adesão de treinamento físico poderá, num futuro próximo, ter grande impacto no tratamento de pacientes. Contudo, dr. Fernando Cardoso, presidente da SPAMDE e coordenador do evento, alerta: “O exercício deve ser feito de forma gradual e, preferencialmente, com a orientação e supervisão de médicos profissionais da Educação Física. A medicina do exercício e do esporte não se restringe ao universo dos atletas, mas é preciso precaver-se”.

Edição 249

Outubro 2019

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