Tendência

Alimentação fora do lar e a crise econômica

Comentário(s) 24 novembro 2015

Carlos Mai

Carlos Mai

Os tempos andam bicudos! A cri­se econômica vem afetando todas as classes sociais. Paira um clima de incerteza e insegurança quanto ao futu­ro próximo.

O segmento de restaurantes vem sentindo a crise a cada dia. Os clientes estão mais se­letivos e medindo o custo-benefício dos esta­belecimentos. Os empresários do setor ten­dem, na maioria esmagadora, a reduzir cus­tos para manter o nível de lucratividade.

Entretanto, muitas dessas ações resultam catastróficas para o estabelecimen­to. Via de regra, en­tende-se por cor­tar custos diminuir quantidade, mudar a qualidade (para baixo), demitir fun­cionários treinados em detrimento de outros com menor salário, interrup­ção em investimen­tos e aumento de preços.

Os restaurantes que adotam esses procedimentos acabam por ver que o resul­tado faz com que o faturamento caia e o lu­cro também.

Na contramão da crise é fundamental a manutenção da qualidade dos produtos e serviços, manter os investimentos e mais que tudo, inovar. Criar pratos e opções que pos­sam atrair nova faixa de público e ao mes­mo tempo intensificar a parcela de partici­pação de mercado.

Muitas vezes, pratos simples, com ingre­dientes já existentes no restaurante, podem se tornar muito atrativos. Uma nova carta de cervejas ou vinhos, uma maior seleção de so­bremesas ou ainda novos molhos tornam-se econômicos e fáceis de manipular. São atra­tivos para clientes que ainda não frequen­tam a casa.

O dono do restaurante tem que estar aten­to e promover uma reengenharia em seus procedimentos, não se comprometer com dívidas (principalmente do cartão de crédito e cheque especial) e cuidar de todos os detalhes que possam satisfazer os clien­tes. Lembrem-se: ainda que haja cri­se, cliente satisfei­to volta e traz mais clientes.

Os preços têm que ser competitivos e, ao mesmo tempo, rentáveis para o es­tabelecimento. De­ve-se pensar na re­gra: melhor 10% de alguma coisa que 100% de nada.

Os clientes devem estar atentos a pro­moções duvidosas e preços muito baixos. Isso pode indicar que o restaurante está usando estratégias para re­duzir qualidade ou tamanho das porções.

O mercado de alimentação fora do lar cres­ceu muito nos últimos anos e ainda é bastan­te expressivo. Deve sofrer encolhimento ou restrições, mas com boa administração, fo­co no negócio e carinho, pode-se passar pela crise e ainda construir um novo perfil de ne­gócio, mais consolidado e duradouro.

Carlos Mai é proprietário da Pizza da Cidade, que fica na Av. Prof. Giacomo Ítria, 106, Anhangabaú, Jundiaí, SP, tel. 11-4521-1218, www.pizzadacidade.com.br

Edição 224

Setembro 2017

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