Saúde

Ansiedade: o mal do século!

Comentário(s) 06 agosto 2018

cristina memeoNos dias atuais, é comum ouvirmos falar sobre o transtorno de ansie­dade e o transtorno do pânico. Mas o que seriam esses transtornos? Por que as pessoas sofrem?

O transtorno de ansiedade é uma antecipa­ção de uma ameaça futura, inclui o medo e as perturbações comportamentais. Geralmente, ocorre com maior frequência no sexo femini­no – a cada duas mulheres, um homem é afe­tado. É considerada doença crônica e está as­sociada a uma grande morbidade e prejuízo na qualidade de vida do paciente.

O transtorno de ansiedade pode dar-se quanto a: separação, medo excessivo de per­der ou se separar de uma figura querida; fo­bia social, quando a pessoa é exposta a uma possível avaliação por outras pessoas, nas interações sociais ou em uma conversa que não seja com pessoas da família e amigos; fobia específica, medo de um objeto especí­fico como voar, altura, animais etc.; mutis­mo seletivo, um fracasso persistente em si­tuações sociais específica, como, por exem­plo, medo de falar em público ou apresen­tar trabalho na escola, interferindo negati­vamente no desenvolvimento do indivíduo nas áreas educacional, profissional e na co­municação social.

Os ataques de pânico destacam-se den­tro do transtorno de ansiedade como uma resposta ao me­do, são um surto abrupto de me­do intenso que alcança um pi­co em um mi­nuto, ou seja, a pessoa está cal­ma ou ansiosa e, de repente, co­meça a sentir palpitações, sudorese, tremores, sensação de falta de ar ou sufocamento, náu­sea, tontura, vertigem, calafrios, sensação de formigamento, medo de morrer, perder o con­trole ou enlouquecer, entre outros. Segundo a etiologia do transtorno do pânico incluem-se fatores genéticos, biológicos, cognitivo – com­portamental e psicossocias que contribuirão para o aparecimento da ansiedade.

Esses transtornos podem ocorrer durante a infância e se não forem tratados poderão se manifestar durante o decorrer da vida. Iden­tificando essas reações fisiológicas, é neces­sário buscar ajuda psicológica, na qual será realizada um psicodiagnóstico para diagnos­ticar e tratar o problema que o paciente es­tá vivenciando.

Por Cristina Memeo (CRP 06/137470), psicóloga clínica. Contatos: 11-95312-7014, cmemeopsico@gmail.com

Edição 236

Setembro 2018

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