Estética

Aprenda a escolher o filtro solar certo para sua pele

Comentário(s) 06 abril 2019

filtro solar

As prateleiras estão cheias de opções de fotoprotetores de vários tipos, como em loção, gel, spray, creme com FPS, produtos antioleosidade, com ação antioxidante e até antienvelhecimento. Mas afinal, você sabe escolher qual o melhor produto para o seu tipo de pele? “Além de usar o filtro solar diariamente, é muito importante que o produto seja indicado por um dermatologista para ser adequado ao seu tipo de pele”, afirma a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, que montou um guia ultrarrápido para saber como escolher o melhor produto de fotoproteção:

1- Procure 3 itens essenciais: De acordo com a dra. Valéria Marcondes, para proteger a pele dos raios nocivos do sol o protetor solar deve oferecer: no mínimo FPS 30, Proteção de amplo espectro (UVA/UVB/Infrared) e resistência à água. “Esses produtos oferecem maior eficácia na proteção da pele. Geralmente os fotoprotetores que diminuem os danos provenientes do calor são formulados com antioxidantes específicos”, afirma a dermatologista. “Estudos mostram que o uso diário de um fotoprotetor pode reduzir o risco de: câncer de pele, incluindo melanoma, o câncer de pele mais grave; crescimento da pele pré-cancerosa que pode se transformar em câncer de pele; sinais de envelhecimento prematuro da pele, como manchas senis, rugas elaa Dra. Valéria, mesmo que um fotoprotetor seja resistente à água e ao suor, o ideal é repassar

2 – Considere seu tipo de pele e outras necessidades: Mesmo após escolher um fotoprotetor que tenha os três itens essenciais, ainda é possível ter algumas opções até encontrar o filtro solar certo para você. “Nesse momento, é interessante verificar o tipo de pele, as necessidades e as condições de pele do paciente”, diz a médica. Primeiramente pensando no tipo de pele, no geral, os produtos em gel e sérum são indicados para pele oleosa, enquanto as loções e cremes são indicados para pele mais seca. “Mas se sua pele é propensa à acne, você deve procurar as palavras ‘não-comedogênico’ ou deve estar claro que o produto é antioleosidade ou pelo menos não vai entupir os poros. Essa mesma dica também vale para a pele oleosa”, diz. Para as peles mais secas, um produto específico geralmente confere maior hidratação, então essa palavra-chave deve estar no rótulo.

Se sua pele é mais reativa, sensível e propensa à alergia, é melhor evitar protetor solar que contenha fragrância, PABA, parabenos ou oxibenzona (benzofenona-2, benzofenona-3, diosbenzona, mexenona, sulisobenzona ou sulisobenzona sódica). “Na verdade, essas substâncias devem ser evitadas por todos”, destaca. Em volta dos olhos, para evitar que o protetor solar pingue em seus olhos, use um protetor solar específico e certifique-se de que tenha um FPS 30 (ou superior), proteção de amplo espectro e resistência à água.

No caso das crianças, elas têm protetor solar específico, já que a maioria contém óxido de zinco e dióxido de titânio, mas não trazem proteção química. Quando o paciente tem rosácea, é indicado usar um protetor solar que contenha apenas óxido de zinco e dióxido de titânio. “Esses pacientes podem usar protetor solar para crianças, desde que esse produto ofereça no mínimo FPS30”.

Para a proteção dos lábios, um bálsamo labial com FPS 30 e proteção de amplo espectro é indicado.

Outras formas de fotoproteção

Usar filtro solar é a forma mais segura de proteção contra as radiações solares. “Pesquisa recente descobriu que o guarda-sol, por exemplo, não consegue bloquear as radiações e oferece, no máximo, FPS 8. Além disso, a areia reflete os raios solares”, afirma. “UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme e penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de radicais livres. Entre os prejuízos: desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada, danifica a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e as 4 da tarde. Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, diz. Por isso, a médica indica o uso de chapéus específicos com proteção solar, óculos de sol, evitar exposição direta principalmente entre às 10h e às 16.

 

Edição 242

Março 2019

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