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Aprenda a escolher um bom vinho

Comentário(s) 19 novembro 2015

vinho

Aprecia vinho e entende um pouco sobre a bebida? A sommelière da Evino, Jessica Marinzeck, explica algumas curiosidades, para entendermos um pouco mais sobre o universo do vinho. São cinco questões que todos os apreciadores da bebida precisam saber.

Você sabia que é possível ter vinho branco de uvas tintas?
Sim, é possível, já que a cor dos vinhos tintos é extraída das cascas das uvas, assim também, como a cor dos vinhos rosés. Só que esses últimos passam menos tempo em contato com as cascas, daí a sua baixa tonalidade. Sendo assim, se um produtor desejar, pode fazer vinho branco de uvas tintas, basta simplesmente ele evitar todo e qualquer contato da polpa ou mosto da uva, com suas cascas. Um bom exemplo são os Champagnes que podem levar em sua composição duas uvas tintas, a Pinot Noir e a Pinot Meunier, além da branca Chardonnay.

Barricas de carvalho francês ou americano?
As barricas são importantes para aportar aos vinhos algumas características mais complexas, como aromas de tostado, baunilha e de madeira. O carvalho americano é menos poroso que o francês, assim a oxigenação na barrica será menor e o vinho terá um desenvolvimento mais lento. Já com o francês ocorre o contrário, por isso, ele é mais caro e dá aos vinhos características mais elegantes e de baunilha. O carvalho americano deixa o vinho mais aromático e possui uma nota inconfundível de coco queimado.

Bouquet ou aroma? Qual a diferença?
É comum nesse mercado dizer que vinhos jovens apresentam apenas aromas de flores e frutas. Devemos nos referir a essas características como: os aromas do vinho. No caso de um vinho envelhecido que apresenta notas mais complexas, como couro ou charuto, é correto se referir como: bouquet do vinho.

Qual é a mais indicada: rolha ou Screwcap (tampa de rosca)?
Não existe uma fórmula mágica, ambas são benéficas dependendo do estilo de vinho que um dado produtor pretende criar. É certo que há uma maior troca de oxigênio quando temos um vinho vedado com rolha, ou seja, sua evolução será mais rápida que os vinhos vedados com a rosca.

Os vinhos mais velhos são melhores?
Isso é um mito. Hoje, com a alta demanda do mercado, muitos produtores estão focados em criar vinhos que já estão prontos para o consumo e que não irão se favorecer do longo armazenamento. É preciso antes, procurar saber um pouco sobre quem produziu aquela bebida e suas características antes de julgar se um vinho é ou não de guarda.

Essas são informações que auxiliam ao apreciador de vinhos a escolher os rótulos que mais o agradem e, até mesmo, a distinguir os que possuem maior valor agregado e custo-benefício.

Edição 224

Setembro 2017

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