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As lesões que mais atingem os tenistas

Comentário(s) 11 fevereiro 2019

tenista

O grande número de torneios para jogadores competitivos de tênis podem levar a lesões por excesso, como o chamado cotovelo de tenista, ou no punho. Para os jogadores de tênis não competitivos, treinamento físico e técnica inadequada podem ser a causa de lesões por sobrecarga. Embora as lesões por excesso tenham se tornado comuns com o aumento da prática, a boa notícia é que estas podem ser evitadas com alterações em rotinas técnicas e de formação.

Dois terços das lesões de tênis são devido ao uso excessivo e o restante acontece por lesão traumática ou evento agudo. As por sobrecarga, com mais frequência, afetam os ombros, punhos e cotovelos.

Cotovelo de tenista é a lesão mais comum. Ocorre por uso excessivo dos músculos, principalmente onde os tendões dos músculos do antebraço se originam, na parte óssea externa do cotovelo. A dor também pode se espalhar no antebraço e punho. É o músculo mais usado para absorver os impacto da bola de tênis na raquete.

O fortalecimento adequado desta musculatura e outros músculos em torno dele, juntamente com uma rotina de aquecimento regular, vai ajudar a diminuir a probabilidade de ocorrência. Prestar atenção a componentes técnicos, como o tamanho da raquete, aderência e boa técnica também podem ajudar a prevenir esta condição.

Lesões no ombro por sobrecarga ocorrem geralmente devido ao mau condicionamento e força dos músculos do manguito rotador. Ele ajuda a posicionar o ombro corretamente no encaixe. Quando se está cansado ou fraco, em algum momento onde ocorre aumento de jogo da bola (rali), se dá uma irritação dos tecidos.

O tendão ou bursa pode se tornar inflamado e lesionado. Isso geralmente produz dor com movimentos indiretos, tais como comer. Se a dor persistir, pode interferir com o sono e outras atividades diárias. Flexão e extensão do punho contra a resistência, por exemplo, com uma banda elástica e exercício de três a quatro vezes por semana podem ajudar a diminuir a dor e diminuir lesões.

Entre jogadores iniciantes, 20% deles sofrem fraturas de estresse, em comparação com apenas 7,5% dos jogadores profissionais. Elas são o resultado do aumento do impacto quando os músculos não estão preparados para absorver a energia e a transmite para o osso. Quando isso acontece o osso não consegue adaptar-se rapidamente o suficiente para acomodar o estresse e quebra.

Essas quebras, geralmente, são fissuras no osso que causam a dor. Em vez de uma rotura total com perda da continuidade óssea, não ocorre deslocamento do osso. Fraturas de estresse podem acontecer na perna (tíbia ou fíbula) ou no pé (navicular ou do metatarsos).

Estas lesões podem ser prevenidas com a força adequada e treinamento de resistência e fortalecimento. Evitar excessos e usar calçado adequado também é fundamental para a prevenção de fraturas por estresse.

Lesões musculares geralmente ocorrem a partir de movimentos bruscos rápidos. Um bom aquecimento seguido de bom alongamento pode ajudar a diminuir as tensões musculares. O aquecimento deve incluir um movimento lento, que dure pelo menos 30 segundos, em cada grupo muscular dos braços e pernas.

O bom alongamento deve durar pelo menos cinco minutos. Não podemos esquecer de aquecer os músculos com alguma atividade aeróbica, como bicicleta ou transport. Se você tiver alguma dúvida sobre uma lesão ou como prevenir futuras lesões fale com um profissional de medicina esportiva. O atleta deve voltar a jogar somente quando é concedido por um profissional de saúde.

Por Ana Paula Simões, professora instrutora da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, mestre em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e rspecialista em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Edição 241

Fevereiro 2019

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