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Atividade física no pós-infarto

Comentário(s) 27 setembro 2017

caminhada

“Eu tive um infarto! Será que posso praticar atividades físicas?”. Este é sempre o dilema de quem teve um infarto agudo do miocárdio. Como ainda existem muitas dúvidas, é preciso definir exatamente o que é um infarto. Ele é consequência de uma obstrução no interior das artérias que levam o sangue ao coração. Essa obstrução pode ocorrer por haver coágulos ou acúmulo de gordura que impedem o músculo cardíaco de receber o oxigênio e os nutrientes que precisa.

Respondendo à questão inicial, a resposta é sim (em geral 60 dias após a alta hospitalar). A pessoa que sofreu um infarto e realizou tratamento não só pode – como deve – praticar atividade física leve, entretanto, com moderação e acompanhamento de um profissional especializado. “Diferentemente do que se pensava há algumas décadas, hoje os estudos mostram que a atividade física pós-infarto, além de ajudar na prevenção de outras doenças cardiovasculares, colabora substancialmente para a recuperação do paciente”, explica o cirurgião cardiovascular dr. Élcio Pires Júnior.

Ainda segundo o médico, praticar exercícios leves após um infarto ajuda na retomada de atividades rotineiras, como tomar banho e escovar os dentes sozinho. Além de atuar na redução de futuros fatores de risco, entre eles, o sedentarismo.

Quais exercícios fazer?

Atividades são aliadas na recuperação de um paciente que teve um infarto. Mas quais são os exercícios que podem ser praticados nesse período?

Eles variam de acordo com a idade do paciente. Nas pessoas mais jovens, por conta do vigor físico, correr é permitido (com moderação, claro). Já nas pessoas mais velhas, uma caminhada ou andar na bicicleta ergométrica no nível fácil são os mais indicados.

Estatísticas

De acordo com o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, nesse ano 222.607 brasileiros morreram por doenças cardiovasculares até 21 de agosto de 2017. O que significa uma morte a cada 40 segundos, representando a principal causa de morte no Brasil.

Em 2016, segundo o Ministério da Saúde ocorreram 300 mil infartos no Brasil, desses, 80 mil fizeram vítimas fatais.

 

Edição 224

Setembro 2017

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