Saúde

Benefícios da fisioterapia obstétrica

Comentário(s) 07 julho 2017

Minha paixão pela obstetrícia e pós-parto surgiu já no primeiro ano de faculdade, pois cuidar e preparar a mulher para esse momento tão especial é muito gratificante e recompensador. Porém, essa área da fisioterapia ainda é pouco co­nhecida, e existem poucos profissionais re­almente capacitados para atender esse pú­blico. Especializar-me e realizar cursos e pes­quisas na área de fi­sioterapia obstétrica foi fundamental para ter hoje um local es­pecializado para es­sas mulheres.

lauraO que é a fisiotera­pia obstétrica?

A fisioterapia obsté­trica procura contro­lar e tratar as queixas físicas que aparecem durante a gestação: dores em articulações e músculos nunca an­tes percebidos, até for­migamentos, cãibras, edemas e desconfor­tos em geral, tudo vi­sando o bem-estar fí­sico e mental da mu­lher, para que tenha uma gravidez saudável e prazerosa.

Podem ser utilizados exercícios assistidos ou ativos, mobilizações articulares, libera­ções musculares, alongamentos, drenagem linfática, estabilização segmentar e reequi­líbrio postural, definidos após avaliação cri­teriosa do fisioterapeuta.

No Espaço Lotus também uso o Método Pi­lates para prevenção de dores, alinhamento postural, prevenção de diástase abdominal, melhora da circulação e respiração.

Preparação do períneo

É fundamental que a gestante prepare o seu períneo no pré-parto para evitar incon­tinência urinária durante e após o parto, pro­lapsos (bexiga, útero, reto), episiotomia. A re­paração dessa musculatura é feita por meio de técnicas de fortalecimento, com o uso de biofeedback, conscientização corporal, e após 34 semanas utilizo técnicas de relaxamen­to perineal, como a massagem perineal e o Epi-No.

Fisioterapia no trabalho de parto

Além de todo o pre­paro durante a gravi­dez, especificamente no fim da gestação pa­ra o parto normal, a fi­sioterapia obstétrica também atua no tra­balho de parto. O ob­jetivo é adotar exer­cícios que estimu­lem a descida do be­bê em posições verti­cais, como a caminha­da, exercícios de cóco­ras e na bola de pila­tes. Esses treinamen­tos aumentam o diâ­metro da pelve, auxi­liando na descida do feto, recursos que ali­viam a dor, sem a introdução de meios far­macológicos. São usados a termoterapia, massagem, estimulação elétrica transcu­tânea (TENS) e exercícios respiratórios.

Pode-se fazer o acompanhamdo desde o início do trabalho de parto até o nascimen­to do bebê.

Artigo da fisioterapeuta pélvica e terapeuta sexual Laura Ezequiel Rodrigues, proprietária do Espaço Lotus, que fica na R. do Tomanik, 900, sala 15, Jundiaí

Edição 224

Setembro 2017

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