Saúde

Calor pode aumentar casos de rinite

Comentário(s) 11 novembro 2016

Não é apenas no inverno que as temidas “ites” podem aparecer. A rinite também é comum durante a primavera e o verão, uma vez que há um aumento da exposição a ambientes refrigerados com ar seco, frio e muitas vezes com equipamentos de ar condicionado sem manutenção adequada, o que propicia a inalação de vários componentes alérgicos. Além disso, de acordo com médico otorrinolaringologista, dr. Alessandro Goldner, a polinização de algumas plantas na primavera e no verão é capaz de piorar os sintomas da alergia.

alergiaOutro tipo de rinite comum com o aumento da temperatura é a rinite vasomotora, que é bem similar à rinite alérgica, exceto pelo fato de não ser mediada pela histamina que surge, muitas vezes, em resposta imunológica para alergias. “A fisiopatologia da vasodilatação ainda não é conhecida. O que se sabe é que alguns fatores comuns produzem essa reação, como odores, fumaça, perfumes, mudanças climáticas, tempo seco, infecções virais, bebidas, alimentos quentes ou condimentados, e alguns tipos de medicamentos”, pontua o dr. Goldner.

Evitar os “gatilhos” para a rinite alérgica ou vasomotora é o essencial e o mais recomendado pelo especialista. “É sabido que temperaturas muito baixas em ambientes fechados e a falta de manutenção dos equipamentos podem desencadear a crise alérgica. O indicado, então, é manter as temperaturas entre 22 e 24 graus, realizar manutenção entre seis meses ou um ano dependendo do uso e utilizar umidificadores”, pondera.

Diante da complexidade das patologias, por suas várias formas de manifestação, a experiência do médico deve definir a escolha da melhor medicação, visando o restabelecimento com o mínimo de efeitos colaterais. Para o dr. Goldner, os medicamentos homeopáticos podem ser aliados, e utilizados tanto para a prevenção quanto para o tratamento. “Esta classe de remédios é interessante porque não tem efeitos colaterais adversos, ajuda a equilibrar o sistema imunológico, e é uma boa opção aos pacientes que apresentam comorbidades graves que impossibilita o uso de outras drogas”. O uso de soluções salinas (fisiológicas 0,9%) para lubrificar e limpar a cavidade nasal também é recomendado. Em caso de obstrução, o ideal é utilizar uma solução hipertônica (solução salina há 3%) e, caso persistam os sintomas, o correto é consultar um médico otorrinolaringologista.

Edição 224

Setembro 2017

Confira as edições anteriores

© Jornal Mexa-se 2013 todos os direitos reservados.

io! Comunica