Saúde

Na luta contra o câncer infantil

Comentário(s) 15 fevereiro 2017

Com foco no Dia Internacional da Luta contra o Câncer infantil, que acontece hoje, 15 de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) alerta sobre os prejuízos do atraso para possível da cura do câncer infantojuvenil do Brasil, que chega a 10%, se comparado a outros países da América Latina, o que inibe um diagnóstico preciso e inicial, processo fundamental para tratamento e cura desse tipo de câncer, que tem uma rápida evolução.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e Ministério da Saúde (MS), divulgados na última sexta-feira, 10 de fevereiro, apontam que o câncer foi a principal causa de morte na faixa etária de 15 e 29 anos, entre 2009 e 2013, com mais de 17 mil casos. O material informa ainda os tipos de cânceres infanto-juvenis mais comuns são as leucemias, linfomas e os tumores do sistema nervoso central. O livro pode ser acessado no link: goo.gl/Vv47Nc.

De acordo com a presidente da SOBOPE, Teresa Fonseca, o Brasil tem atraso em termos de taxa de cura do câncer infanto-juvenil, ficando atrás da Argentina, Chile e Colômbia. “É preciso refletir porque não atingimos a taxa de cura dos países de primeiro mundo”.

A oncologista explica que entre os tópicos que precisam ser ajustados está a questão de formação da Atenção Básica em relação ao câncer. É necessário ampliar o nível de conhecimento na graduação de medicina – para que haja identificação dos primeiros sinais de suspeitas da doença. Isso porque o câncer infanto-juvenil tem um avanço muito rápido e quanto mais cedo diagnosticado, mais chances de cura.

A oncologista pediátrica afirma que é necessário implementar redes de linha de cuidado desde a Atenção Básica até a alta complexidade, porque assim que ocorrer a suspeita, o médico terá condições de conduzir o tratamento. Além disso, o especialista poderá indicar quais exames deverão ser feitos para confirmar o diagnóstico, para onde encaminhar, ou seja, quais centros estão habilitados para receber pacientes desse porte, como proceder e também como chegar a um diagnóstico definitivo. “Se há suspeita, deve ser encaminhado para essa rede que, construída via Ministério da Saúde e secretarias estaduais de saúde, iria fluir melhor, já que o câncer infantil tem uma manifestação clínica muito rápida”, ressalta a oncologista pediátrica.

Segundo ela, há ainda muito que ajustar em termos de dados da doença para melhoria do tratamento, além do acesso a exames para tornar o que é suspeito em definitivo. Teresa aponta que um exemplo é o tipo de câncer com maior dificuldade de diagnóstico, o tumor cerebral, devido a falta de acesso adequado a tomografia e se há menos diagnóstico é porque há maior dificuldade de acesso a exames, por isso, no Brasil é difícil mapear concretamente o câncer infanto-juvenil.

Edição 224

Setembro 2017

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