Estética

Chip da beleza detecta o melhor creme para sua pele segundo seu DNA

Comentário(s) 10 julho 2018

chip beleza

Por muitas vezes, você deve ter observado que, por mais que você use certo creme, ele não traz o mesmo efeito que tem na pele de sua amiga, por exemplo. Longe de pensar que a “grama do vizinho é sempre mais verde”, existe uma explicação disso em seu material genético. E um exame genético pode ser a solução. “Por meio da coleta da saliva em um chip, esse material genético é analisado e pode identificar, por exemplo, alguns genes que favorecem o aparecimento de rugas, manchas, gordura localizada. Com o resultado do exame, é possível escolher os ingredientes ativos ideais para tratar essas alterações”, afirma Mika Yamaguchi, farmacêutica e diretora científica da Biotec Dermocosméticos. Dessa forma, descobre-se por exemplo que uma alteração no gene MMP1 aumenta em oito vezes a degradação de colágeno após a exposição solar.

Para não ter mais erro, a especialista lista as principais alterações, como elas são influenciadas por genes e o que deve ser utilizado:

Rugas e fotoenvelhecimento: O Gene MMP1 está relacionado a uma degradação do colágeno oito vezes maior que o normal após a exposição solar; por isso a farmacêutica indica uma atenção especial ao uso de potentes antioxidantes como OTZ 10 (protetor do DNA) e anti-idades como Progeline; já quando o gene COL1A1, ligado à menor produção de colágeno, é percebido, a melhor estratégia é o uso oral de Exsynutriment e In.Cell para atuação de sustentação da pele e um creme com Hydroxyprolisilane CN, para hidratação biológica da pele. “Os genes AGER e GLO1 estão relacionados a um menor combate do fenômeno de glicação (ligação do açúcar com as proteínas de colágeno com consequente envelhecimento da pele), por isso é ideal investir em ativos antiglicantes como Glycoxil (oral) e Alistin (tópico). Também relacionados com o aparecimento de rugas, a carência de genes como SOD2 e CAT compromete a capacidade antioxidante, de forma que o paciente deve usar fórmulas tópicas e orais com Glisodin, Alistin, Superox C, Glycoxil, N-Acetilcisteina e Seleniometionina”, explica Mika.

Flacidez: Genes COL1A1 e COL5A1 degradam colágeno tipo 5 com mais facilidade, sendo necessário um estímulo maior na produção desse tipo de colágeno com a utilização de cápsulas de Exsynutriment e In.Cell, que em conjunto atuarão na nutrição solar e formação desses tipos de proteína, e um creme antiflacidez com Sirhamnose, Progeline e DensiSkin. “Da mesma maneira, a carência de SOD 2 e SOD 3, últimas enzimas do sistema antioxidante natural do corpo, diminuem nossas defesas contra os radicais livres, o que favorece o envelhecimento precoce da pele, sendo necessário uma poderosa combinação de ativos como Glisodin, Bio Arct, Manganês, Zinco, Oligomix, Alistin, Arct Alg, Ascorbosilane C e Superox C”, afirma Mika. Outra forma de envelhecimento relacionado à flacidez tem a ver com a perda dos níveis de gordura e o envelhecimento estrutural, influenciados pelos genes LIPC, LPL e INSIG2, de forma que o paciente deve repor essa gordura com Adipofill, um creme preenchedor, e utilizar FC Oral, um poderoso anti-inflamatório que previne contra a perda das estruturas da pele.

Estrias: Dois genes estão relacionados a essa alteração. “Um aumento de expressão do ELN (que atua na formação de fibras) leva à formação de processos fibróticos, enquanto HMCN1 está envolvido com processo inflamatório que leva à formação de estrias. O paciente de utilizar fórmulas orais potentes como FC Oral, In.Cell, Exsynutriment, para atuar de maneira a controlar essa inflamação e promover colágeno de boa qualidade, e cremes com Hydroxyprolisilane CN e DSB C para hidratação profunda e reconstrução das fibras”, explica.

Celulite: Dois genes, ACE e H1F1A, estão envolvidos em um processo de inflamação intensa favorecendo a formação de celulite. Segundo a farmacêutica, o controle constante desse processo deve ser feito por meio de cápsulas com Bio Arct (triplica a energia celular e diminui a inflamação), Slim Green Coffee (aumenta o metabolismo), Exsynutriment (forma colágeno de boa qualidade), além do uso tópico de cremes com Cafeisilane C, Xantagosil C, Arct Alg, que trabalham na melhora da qualidade da pele.

Gordura localizada: Três genes (INSIG2, PPR gama e FTO) são os que principalmente estão envolvidos com processos de acúmulo de gordura abdominal e visceral, inclusive influenciando na sensibilidade ao carboidrato ou gordura. “A ingestão de peptídeos como Modulip e Glycoxil vão atuar na melhora do processo de quebra de gordura e na redução da assimilação do açúcar pelo organismo, enquanto Slim Green Coffee vai atuar na aceleração do metabolismo. Cremes com Xantagosil C, Argisil C, Alistin e PGT1 ajudarão a melhorar o metabolismo e a circulação local”, diz.

Acne: uma menor atividade do gene CYP1A2, que atua no metabolismo, regula melatonina, hormônios e esteroides, está associado a uma acne severa. O tratamento tópico deve priorizar limpeza, tonificação e cremes secativos com Acneol SR, enquanto a diminuição da inflamação via oral deve ser feita com ativos como FC Oral, Glycoxil e Glisodin.

Varizes: A menor expressão do marcador MTHFR atua levando à formação de menos reguladores da expressão de genes que estão associados à formação de varizes, então é necessário investir em mais oxigenação para não comprometer a capacidade de detoxificação e antioxidante, com ativos como Bio Arct, Glycoxil, FC Oral, Alistin, Arct Alg e Hydroxyprolisilane CN.

Pele sensível: No caso da pele sensível, vários marcadores estão envolvidos: TNF ALFA, IL-6, IL-1BETA (maior desconforto cutâneo), CIP2R1 (atua nos níveis de vitamina D), GC (transportadora de vitamina D) e VRDR1 (receptor de vitamina D), GSTM1, GSTT1 e GSTP1 (detoxificante e pode indicar mais a propensão a alergias). É indicado hidratação de dentro para fora com cápsulas de FC Oral e In.Cell além da Vitamina D, e uso intensivo de cremes com DSB C e Alistin.

Pele desvitalizada e ressecada: Muitos cremes às vezes não hidratam a pele por uma consequência genética. Vários genes estão envolvidos como COQ10, FLG e genes que regulam os níveis de Vitamina D (CIP2R1), o transportador de Vitamina D (GC) e o receptor da Vitamina (VRDR1) estão relacionados a uma pele desvitalizada e ressecada. Além disso, o gene BCMO1 faz conversão de betacaroteno em retinol, o que influencia de modo negativo na renovação celular (mesmo com uso de derivados da Vitamina A, a pele não fica renovada). Estima-se que 1 em 5 pessoas no mundo (20%) tem o comprometimento desta conversão. A farmacêutica indica potentes hidratantes tópicos como Hyaxel (que estimula a auto hidratação) associados à Manteiga de Karite, DSB C, Pro Barrier Repair (PBR) e Arct Alg. “Os ingredientes orais como FC Oral, Vitamina D, Exsynutriment, Bio Arct e In.Cell também devem ser usados para o reforço da hidratação de dentro para fora”, diz.

Por fim, a farmacêutica lembra que é de fundamental importância consultar um dermatologista para avaliação completa da pele. “Somente o médico poderá indicar os produtos mais recomendados para cada caso”, finaliza.

Edição 235

Agosto 2018

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