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Como cuidar dos pets no inverno

Comentário(s) 02 agosto 2019

O inverno é uma época que pede cuidados especiais com os animais de estimação, já que estão mais suscetíveis a contrair e desenvolver doenças. A alimentação, higiene e lazer, por exemplo, são pontos que requerem uma maior observação dos tutores por serem fatores de risco à saúde dos cuidados petpets nos dias mais frios. “Para evitar que o bichinho sofra algum dano causado pelo frio, é fundamental prestar bastante atenção aos sinais que o animal pode transmitir, além de se preocupar em dobro com a rotina que ele possui”, explica Ricardo Cabral, veterinário da Virbac – indústria farmacêutica veterinária. Confira as dicas do profissional:

VACINAS

Manter a cartela de vacinação dos pets em dia é fundamental para que eles não contraiam doenças que podem ser fatais. “No frio, algumas doenças bacterianas ou virais são mais fáceis de serem contraídas pelo ar mais seco e pela aglomeração com outros animais. Por isso, é essencial que os pets – mesmo os que não sejam mais filhotes – tenham tomado as devidas vacinas”, explica Cabral.

BANHO E TOSA

Os banhos devem ser dados em menor frequência, apenas quando forem necessários, e a tosa também deve ser evitada já que o pelo ajuda na proteção contra o frio. “Se o tutor quiser banhar o animal mesmo assim, aconselhamos que os banhos realizados em casa sejam com água morna e – principalmente – secar muito bem com o secador”. Outro ponto de atenção é que, assim como os humanos, no frio a pele do pet tende a ficar mais seca, agravando os riscos de doenças de pele como dermatites e alergias. “Para manter a pele do animal hidratada, aconselhamos o uso de shampoos e condicionadores terapêuticos, ou produtos específicos para a hidratação”, recomenda.

HIGIENE BUCAL

“O frio não é desculpa para deixar os cuidados com a saúde oral devem ser deixados de lado”, atenta. “A preguiça pode ser grande, mas é muito importante manter a rotina de higiene bucal todos os dias”. Cabral ressalta também que para garantir a saúde oral do pet, é necessário a utilização de produtos odontológicos específicos para animais, como escovas e pastas de dentes próprias. “Se o pet não aceitar bem a escovação bucal, existe outras opções que auxiliam na limpeza dos dentes como petiscos, ossinhos e enxaguante bucal”, conta o veterinário.

ALIMENTAÇÃO

O frio costuma aumentar o apetite e a preguiça dos pets. Para que não ocorra problema de alimentação em excesso, é necessário prestar atenção no consumo e, se necessário, dosar a porção do alimento. “O aumento do apetite é normal nesse período mais frio. O tutor deve estar atento apenas para não oferecer petiscos em excesso. Só porque o pet está mais ‘pidão’, não é necessário modificar a alimentação”.

ROUPAS DE FRIO

“Muitas pessoas acham que no inverno é necessário colocar uma quantidade exagerada de roupas quentinhas, porém essa decisão pode ser prejudicial à saúde do animal”, explica o veterinário. Para animais de pelagem curta ou idosos, uma roupa natural e que aparenta ser confortável pode ser uma boa opção. Já para os animais de pelagem longa ou os que sofrem com problemas de pele, as roupas podem ser sinônimo de desconforto. Nessas ocasiões, uma manta ou edredom no local de dormir já é o suficiente para aquecer. “Uma dica para saber se o cachorro está com frio é verificar se a ponta da orelha e as patas estão geladas. Se estiverem, é provável que o restante do corpo também esteja”.

PASSEIOS

Em dias frios é aconselhável optar por passeios pela manhã ou ao meio-dia, que são os horários em que o sol aparece, fazendo com que o frio não afete tanto a caminhada. Em dias de chuva, o ideal é praticar alguma atividade dentro de casa, dentro do possível.

DOENÇAS CRÔNICAS

Os sintomas de algumas doenças crônicas osteoarticulares – como a dor articular nos animais com osteoartrite, por exemplo – podem ser mais prevalentes nos dias mais frios. “Nesses casos, os pets costumam demonstrar que estão com dor ao ficar mais quietinhos, mancar quando andam ou se recusarem a comer. Por isso, é importante ficar atento ao seu comportamento e, se for o caso, procurar o médico veterinário para que ele prescreva a medicação analgésica corretamente”, explica Cabral.

LOCAL

Assim como qualquer ser humano, os animais também precisam estar protegidos do vento ou chuva durante a época mais fria do ano. “O local deve ser arejado, porém sem ventilação. Os aquecedores também devem ser evitados, pois pode ocorrer o ressecamento do ar”.

Edição 246

Julho 2019

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