Saúde

Como está a sua vitamina D?

Comentário(s) 26 setembro 2015

 

Se você me responder que não sa­be, está na hora de fazer um exa­me de sangue e fi­car sabendo como está o nível da vi­tamina D no seu organismo. Uma grande parcela da população, princi­palmente idosos e adolescentes, tem insufi­ciência de vitamina D. Ela é uma vitamina li­possolúvel, produzida na pele quando expos­ta aos raios solares, é absorvida no intestino e ajuda a regular o metabolismo do cálcio e fósforo. Também é muito importante para o bom funcionamento das células, uma vez que todas as células do nosso corpo possuem re­ceptores para essa vitamina, que pode pre­venir várias doenças.

A Terapia Ortomolecular faz a reposição de vitaminas e minerais baseada na indivi­dualidade genética e metabólica de cada in­divíduo. Para isso, o profissional deverá su­plementar de modo correto, de acordo com a faixa etária e cor de pele, para não causar uma hipervitaminose com efeitos colaterais, que possam prejudicar o fígado, rins ou a concentração de cálcio.

Embora possa estar presente na gordura de peixes de águas frias, óleo de bacalhau, queijo, fígado de galinha e na gema do ovo, a dieta contribui muito pouco para esta ab­sorção. O que conta mesmo é o que a natu­reza nos deu, ou seja, o dom de sintetizar­mos a vitamina D na nossa pele por meio de alguns minutos de exposição solar, e bastam 20 minutos de banho de sol nos ossos mais longos do corpo. A vida agitada muitas vezes não permite um banho de sol diário, sem fa­lar que já acordamos e aplicamos o protetor solar, trabalhamos em salas fechadas e nos­sas crianças não brincam mais no sol.

A vitamina D é muito conhecida por quem tem osteoporose, osteopenia ou fraturas, porque ajuda a fixar o cálcio da dieta nos ossos, mas pode ajudar muito mais em ou­tras patologias co­mo artrite reuma­toide, doenças au­toimunes, psoría­se, esclerose múl­tipla, doenças re­nais, gripe e asma. A vitamina D insu­ficiente predispõe crianças a proble­mas respiratórios, fraqueza muscu­lar, diabetes e nas doenças periodontal, que pode ajudar a diminuir o número de bacté­rias na boca, diminuindo a inflamação.

Uma das doenças que mais matam atu­almente, o infarto agudo do miocárdio, de­monstrou um risco para quem tem essa vi­tamina insuficiente no organismo, assim co­mo para quem é hipertenso. Estudos com indivíduos que sofrem de câncer de mama, cólon e de próstata também demonstraram que existe uma relação da doença com a bai­xa da vitamina D. É importante na gravidez, porque pode evitar pré-eclâmpsia, e se mos­trou de grande utilidade em casos de depres­são. Atualmente, vemos estudos que relacio­nam a falta de vitamina D associada ao ris­co de obesidade.

Como prevenção, aconselhamos a não te­mer o sol, mas respeitar os horários de ex­posição solar, levar as crianças para brin­car no sol, deixar o carro estacionado mais longe e caminhar 20 minutos pelo sol, mas se for se expor mais tempo use um protetor solar. Procure orientação especializada para orientar quanto à suplementação de acordo com a sua faixa etária, cor de pele e patolo­gias. Muitos polivitamínicos possuem a vi­tamina D, mas a absorção pelo organismo não é eficiente para alguns casos. Então não saia comprando porque ouviu falar que faz bem a saúde. Procure um profissional para lhe orientar corretamente, o que fará toda a diferença na sua saúde.

Íria Melleiro Abbas (CRT 53 673) é terapeuta ortomolecular/ bacharel em Biologia Médica – Unesp. Saiba mais: 11-4521-6307

Edição 224

Setembro 2017

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