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Como evitar o assédio nas empresas?

Comentário(s) 11 abril 2019

assedio

Xingamentos, difamações, serviço em excesso, perseguições políticas e transferências injustificadas de local de trabalho são algumas das realidades vivenciadas nas organizações quando se fala em o assédio moral no ambiente corporativo.

Para combater este mal enfrentado por muitas pessoas, a liderança tem um papel fundamental de propagar boas práticas sadias no local de trabalho. Afinal, o exemplo vem de cima. Neste processo disciplinar, quem poderá ajudar na atuação do líder são as áreas de RH e Compliance.

Parceiros, estes departamentos unem suas expertises para juntos potencializarem a prevenção e o combate ao assédio moral e sexual, bem como outros desvios de comportamento.

Por isso, aponto oitos etapas necessárias para prevenir o assédio nas organizações:

  • No recrutamento a empresa deve buscar colaboradores alinhados com a cultura e os valores éticos organizacionais, indo além das avaliações técnicas e acadêmicas;
  • A empresa precisa adotar e disseminar um código de ética, sempre deixando claro comportamentos que não serão aceitos, bem como o seu posicionamento oficial no em casos de assédio moral e sexual;
  • Lembre-se que o código de ética deve ser disseminado para toda a organização e apresentá-lo sempre na etapa de integração de novos colaboradores;
  • Diretrizes corporativas de prevenção e combate ao assédio devem ser comunicadas e serem escopo de treinamentos formais. Os colaboradores devem entender o que de fato é assédio e o que não é, além de ter condições de identificar e relatar uma situação de assédio consigo ou com o colega;
  • Práticas inclusivas, não discriminatórias, de empatia e respeito de fomento a um bom ambiente de trabalho devem ser promovidas também;
  • Disponibilizar um canal de denúncias, terceirizado de preferência, para reportar casos de assédio. Um ponto importante é proteger o denunciante de boa fé. Quanto aos profissionais do canal, precisam ser aptos para acolher o denunciante, que muitas vezes já está fragilizado pelo assédio sofrido de gestores e/ou colegas.
  • Rodas de conversa e reuniões de equipe são um termômetro do dia a dia para mapear como anda o clima nas diversas áreas da empresa. As entrevistas de desligamento também podem ser uma fonte de informação relevante. É importante demonstrar abertura para acolher e ouvir, bem como estar atento para identificar anomalias;
  • Pesquisas específicas junto a colaboradores e/ou terceiros, com foco nas questões de assédio, também podem ser aliadas da empresa de forma preventiva, sendo utilizada em uma primeira etapa no processo de apuração. Não deve ser confundida com a pesquisa de clima. Outra opção, mais completa de pesquisa, seria a realização de uma auditoria de cultura de compliance, prática ainda incipiente no Brasil.

Por Jefferson Kiyohara, sócio líder de Compliance da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança

Edição 244

Maio 2019

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