Estética

Como proteger a pele de adolescentes da acne e da poluição eletromagnética dos celulares

Comentário(s) 22 julho 2019

adolescente celular

Atualmente o celular é o melhor amigo dos adolescentes, mas seu uso pode causar alguns problemas de pele em jovens dessa faixa etária, que comumente já sofrem com as espinhas da puberdade. “A pele na puberdade já traz as complicações da acne, mas hoje sabemos que ainda existe mais um agravante: a agressão eletromagnética, ou Eletrosmog. Esse termo é utilizado para designar a poluição de celulares, computadores e dispositivos que emitem luz azul, e podem causar quebra do DNA celular, dano às proteínas da pele, além de outros problemas mais sérios como: distúrbios hormonais, aglutinação de células sanguíneas, palpitações cardíacas, dor e pressão no peito e desregulação do sistema nervoso”, afirma Lucas Portilho, consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e pesquisador em Fotoproteção na Unicamp.

No aumento de 40x no microscópio e após 6h de irradiação, a microscopia da epiderme humana reconstituída demonstrou que a irradiação com a Radiação Eletromagnética leva a uma descamação severa do estrato córneo. “Foi demonstrado que um ativo, que é a solução concentrada de glicogênio marinho de alta pureza, é capaz de prevenir a descamação severa do estrato córneo, mantendo a barreira natural da pele. Além disso, esse é o primeiro ingrediente ativo focado em reduzir as desordens biológicas da pele produzidas pela exposição à radiação eletromagnética. Ele atua reduzindo as alterações biológicas da pele resultantes da exposição às radiações eletromagnéticas, agindo principalmente na epiderme”, diz o farmacêutico.

Já no caso da acne, como ela é resultado de quatro passos básicos (hiperprodução de queratina, excesso de sebo, presença e atividade da bactéria P. Acnes e inflamação), o farmacêutico indica alguns ingredientes para serem utilizados conjuntamente: ácido salicílico, niacinamida e o agente antimicrobiano Disetionato de Hexamidina. “O ácido salicílico tem efeito queratolítico (acelera a renovação celular), antibacteriano e anti-inflamatório, além de penetrar no interior do folículo removendo a oleosidade excessiva. A niacinamida também age na redução da produção sebácea e melhora a função barreira da pele. Por fim, o Disetionato de hexamidina, que apresenta excelente atividade antisséptica contra fungos e bactérias”, afirma. O farmacêutico lembra, entretanto, que por ser um problema multifatorial, pacientes devem consultar um dermatologista para evitar um quadro de piora da doença.

Edição 246

Julho 2019

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