Saúde

Conheça as doenças de verão mais comuns

Comentário(s) 15 janeiro 2019

Temperaturas elevadas, umidade em excesso, praias e piscinas são alguns dos fatores que contribuem para o surgimento de doenças de pele. As atividades realizadas ao ar livre e o trabalho em lugares a céu aberto aumentam a transpiração e umidade do corpo e, com isso, proliferam irritações provocadas por bactérias, fungos ou parasitas. A dermatologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção) Jussara Gasparotto explica quais são os principais problemas que merecem atenção nesta época do ano.

Muito comum no verão, a queimadura solar é uma lesão produzida pela excessiva exposição à radiação ultravioleta (UV) do sol. Nos quadros de primeiro grau, a pele apresenta vermelhidão e sensibilidade. Já as queimaduras de segundo grau provocam bolhas pelo corpo. “Recomenda-se para aliviar os sintomas, fazer compressas frias, usar creme hidratante ou gel que contenha aloe vera, evitar nova exposição ao sol e não puxar a pele que descascar” reforça dra. Jussara.

As acnes e cravos tendem a piorar nestes meses, uma vez que o calor e o suor aumentam a oleosidade do rosto e do corpo. Deste modo, vale ressaltar a importância de utilizar produtos específicos para pele oleosa como, por exemplo, sabonete e protetor solar. “Em geral, estão descritos nas embalagens como oil control ou oil free. Mas, independentemente do tipo de pele, todas as pessoas devem passar protetor solar diariamente no rosto com fator de proteção solar (FPS) de, no mínimo, 30. Profissionais que trabalham em locais abertos e com braços e pernas expostas também devem usar o protetor nestas partes”, esclarece a dermatologista.

A micose de praia, também chamada de pano branco, acontece em indivíduos que possuem uma predisposição genética para desenvolver este tipo de patologia. As micoses superficiais, conhecidas como frieiras ou pé de atleta, provocam vermelhidão e coceira entre os dedos dos pés e das mãos. A tinea cruris, originada por fungos, ocorre nas regiões quentes e úmidas, como as virilhas, sendo mais frequente em homens. “De modo geral, as micoses acontecem por meio de fungos. O procedimento para prevenir consiste em manter as regiões lesionadas secas”, comenta.

Provocada por uma larva parasita que penetra na pele, o bicho geográfico causa coceira e forma um trajeto similar à imagem de um “mapa” na pele. O agente causador está localizado no intestino de cães e gatos infectados, por isso pode ser encontrado em suas fezes. “Deve-se evitar frequentar praias e locais que animais domésticos frequentam. Normalmente, o tratamento é feito com medicamentos tópicos ou orais”, esclarece a médica.

Uma das irritações mais comuns em crianças e bebês, a brotoeja tem como principais indícios erupções, pápulas, manchas vermelhas e coceira. Aconselha-se vestir roupas frescas, frequentar locais arejados e até usar talcos ou farinha de amido de milho. Se não houver melhora, procurar um pediatra ou dermatologista para uma avaliação. Outra enfermidade que tem como fator desencadeante a exposição solar é o melasma, que também pode ser causado por questões de origem hormonal, como uso de anticoncepcional e gravidez. O melasma se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras no rosto.

A foliculite é uma infecção encontrada na raiz do pelo, produzindo lesões similares a espinhas e que pode ser motivada pela falta de hidratação, alto volume de suor e/ou roupas justas. É comum aparecer na região da barba e nuca masculinas e glúteos, axilas e virilhas femininas. “O tratamento inclui roupas mais soltas e com tecidos naturais, como o algodão, e uso de pomadas. Para os homens, deve-se espaçar o ato de fazer a barba para dois ou três dias ou até mesmo realizar o procedimento de depilação a laser”, comenta a especialista do Seconci-SP.

A dermatologista faz recomendações para a prevenção de doenças dermatológicas: “usar óculos de sol, protetor solar, roupas frescas e claras, tomar bastante água, não se expor ao sol das 11h às 16h durante o horário de verão, evitar perfume e maquiagem durante o banho de sol, trocar as meias diariamente, guardar os calçados em local arejado e realizar um rodízio de sapatos para não repetir os mesmos todos os dias”.

Edição 247

Agosto 2019

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