Saúde

Cuidado com a intoxicação por monóxido de carbono

Comentário(s) 12 agosto 2019

A intoxicação por mo­nóxido de carbono é geralmente o re­sultado da inalação de uma quantidade excessiva de mo­nóxido de carbono (CO).

monoxido carbono

Os sintomas mais comuns são insônia, dores de cabe­ça, tonturas, fraqueza, vô­mitos, dor torácica, confusão, diminuição da capacidade física, mental e de trabalho.

A inalação prolongada pode resultar em perda de consciência, arritmias cardíacas, crise epiléptica ou morte. Raramente, a pele apresenta tonalidade roxa.

Entre as sequelas em longo prazo estão o cansaço, problemas de memória e problemas ao nível motor. Em pessoas que inalaram fu­mo deve também ser considerada a possibi­lidade de intoxicação por cianeto.

A intoxicação por monóxido de carbono po­de ocorrer de forma acidental ou como ten­tativa de suicídio. A maior parte dos casos de intoxicação tem origem na inalação do monó­xido de carbono produzido na combustão de veículos a motor, aquecedores ou equipamen­tos de cozinha alimentados a combustíveis fósseis. Pode ainda ocorrer como resultado da exposição a cloreto de metileno.

O monóxido de carbono, produzido pela com­bustão incompleta de matéria orgânica, é um gás incolor e inodoro que geralmente não provoca irritação. O gás cau­sa efeitos adversos ao unir-se à hemoglobina para formar carboxihemoglobina (HbCO), impedindo assim o sangue de transportar oxigênio.

O diagnóstico tem por base uma quantidade de HbCO no sangue superior a 3% entre não fumantes ou superior a 10% entre fumantes.

Entre as medidas de prevenção estão a ins­talação de detectores de monóxido de carbo­no, a ventilação adequada de aparelhos a gás e a limpeza e manutenção de chaminés e sis­temas de exaustão de fumaça em veículos.

O tratamento da intoxicação geralmente consiste na administração de oxigênio em câmara hiperbárica a 100% e de cuidados de apoio até que os sintomas desapareçam ou que a quantidade de HbCO no sangue se­ja inferior a 10%. Nos casos mais graves po­de ser usada a oxigenoterapia hiperbárica.

O risco de morte entre as pessoas afeta­das é de 1% a 30%.

A intoxicação por monóxido de carbono é relativamente comum, e mais frequente du­rante o inverno, sobretudo com o uso de gera­dores carvalhoportáteis durante falhas de energia.

Informações da equipe da Carvalho Medicina Diagnósticos – Hiperbarica Jundiaí. Contato: (11) 4522-3144

Edição 246

Julho 2019

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