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Cuidado para não se queimar!

Comentário(s) 09 novembro 2019

fogos artificio

Uma em cada 10 pessoas tem um de seus membros superiores amputados ao manusear fogos de artifício. E dos cerca de 120 mortos nos últimos anos, mais de 24 eram crianças com menos de 14 anos de idade. Os principais problemas envolvendo fogos são a perda dos dedos e até da mão devido à explosão antecipada do artefato. Segundo o Sistema de Informação Hospitalar (SIM), nos últimos dez anos 5.063 pessoas foram internadas para tratamento por acidentes com fogos de artifício. Os homens representam a absoluta maioria dos registros: 4.245 internações, número que representa 83% do total de casos. As mulheres representaram apenas 17% das ocorrências, com 853 internações.

“A maior faixa etária dos acidentados atendidos pelos ortopedistas é de pessoas com 19 a 59 anos, seguida por maiores de 60 anos e, em terceiro lugar, menores de 18. Fazendo um recorte regional, o interior e o Nordeste são as regiões mais afetadas, sendo que a Bahia possui o maior número de casos, seguida por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraíba, Paraná, Ceará, Goiás, Santa Catarina e, em décimo lugar, o Pará”, lista o doutor Moisés Cohen, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

Para se divertir com segurança, a SBOT recomenda:
- Participar de queimas de fogos públicas, pois são mais seguras;
- Só comprar o produto em lojas especializadas e certificadas;
- Escolher versões menos explosivas, de fácil manuseio, dentro do prazo de validade e com certificado de garantia;
- Optar por fogos que têm base de encaixe para ser fixada no chão;
- Fazer a soltura ao ar livre, a 30 metros de distância, e verificar se não existem substâncias inflamáveis nem rede elétrica nas proximidades;
- Jamais fazer experiências ou modificar os explosivos;
- Orientar as crianças a estourar as bombinhas e os estalinhos longe da fogueira, de substâncias inflamáveis, de pessoas e de objetos, que podem quebrar e se estilhaçar, caso de garrafas de vidro e latas de refrigerante;
- Não carregar os artefatos nos bolsos, já que eles podem explodir acidentalmente;
- Em caso de amputações, colocar o membro em um saco plástico e, depois, dentro de um recipiente com gelo e levar o acidentado imediatamente ao pronto-socorro.

O que fazer em caso de acidente?
- Acione o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou o SAMU de sua cidade pelo 192;
- Lave queimaduras com água fria ou soro fisiológico e envolva com um pano úmido;
- Em caso de amputações, colocar o membro em um saco plástico dentro de um recipiente com gelo e levar o paciente para o pronto-socorro.

Tipos de queimaduras

Existem três tipos de queimadura, classificados de acordo com a causa. Queimaduras térmicas são aquelas provocadas por fontes de calor como o fogo, líquidos ferventes, vapores, objetos quentes e excesso de exposição ao sol. Já as químicas são provocadas por substância química em contato com a pele ou mesmo por meio das roupas. As queimaduras por eletricidade são provocadas por descargas elétricas.

Essas lesões também são classificadas segundo a profundidade. Aquelas de 1º grau atingem apenas as camadas superficiais da pele. Os sintomas são vermelhidão, inchaço e dor local suportável, sem formação de bolhas.

As de 2º grau são mais graves e atingem as camadas mais profundas da pele. Apresentam bolhas, pele avermelhada, manchada ou com coloração variável, dor, inchaço, desprendimento de camadas da pele e possível estado de choque.

O tipo mais grave são as queimaduras de 3º grau, que atingem todas as camadas da pele e podem chegar aos ossos. Apresentam pouca ou nenhuma dor e a pele branca ou carbonizada.

 

Edição 250

Novembro 2019

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