Saúde

Cuidar x separação

Comentário(s) 10 junho 2016

samiraO papel da mãe e do pai para com os filhos continua o mesmo na sociedade, apesar dos avanços tecnológicos e da mídia, ou seja, cabe aos pais cuidar e pro­teger o filho.

A capacidade de ser uma boa mãe e um bom pai de forma al­guma está ligada a ter mais ou menos dinhei­ro, pertencer a uma de­terminada classe ou posição social, nem a de proporcionar mais ou menos coisas materiais. A capacidade de ser bons pais é, fundamentalmente, estabe­lecida pela forma como os pais têm para com o filho a função de ser um cuidador, o que significa prover suas necessidades básicas, acolher, ensinar, mostrar e transmitir valo­res entre outros.

Toda criança ou adolescente SABE quando ele é realmente cuidado, e aquilo que era rea­lizado por ambos os pais, frente a uma sepa­ração, provoca, muitas vezes, situações pecu­liares que afetam a dinâmica familiar.

Muitas situações de separação dos pais nem sempre ocorrem sob um clima favo­rável, de paz e discernimento. Está presen­te uma gama muito grande de sentimentos hostis e agressivos.

Muitas vezes, um dos pais, aquele que está em situação econômi­ca melhor, faz uso de­la no sentido de agre­dir, de competir com o outro cônjuge, usando o filho como pivô da si­tuação.

Se a separação nes­tes casos foi bastan­te tumultuada, pode ocorrer de um des­ses pais se sentir mais vulnerável, inseguro e, no caso, se ele for o que estiver em pior si­tuação financeira, po­derá, pela sua insegu­rança, temer que o fi­lho queira estar com aquele que tenha mais recursos materiais. Isso, porém, não consiste numa verdade, pois mesmo com menos re­cursos materiais, ele, se confiar nas suas ca­pacidades e nos cuidados que tem para com o filho, meio caminho já está andado.

A criança, mesmo pequena ou adolescen­te, percebe quando pais adotam atitudes inadequadas para com ela: compra-se tudo o que o dinheiro pode oferecer, mas no dia a dia, pais ficam até meses sem aparecer, o fi­lho é alguém pouco lembrado e, consequen­temente, pouco cuidado por aquele que de­veria cumprir esse papel.

Artigo da psicóloga e psicanalista Samira Bana (CRP 06-8849).
Contatos: 11-4586-7281, 97362-5757

Edição 224

Setembro 2017

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