Saúde

Dia Mundial do Diabetes reforça importância da prevenção e controle

Comentário(s) 12 novembro 2019

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Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, reforça a conscientização e incentivo na prevenção e controle da doença

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com diabetes no mundo aumentou significativamente. Em escala mundial, somos o quarto país no ranking de populações que possuem a doença, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), 12,5 milhões (7%) dos brasileiros são diabéticos. Entre 2006 e 2016, os casos de diabetes cresceram 61,8% no país.Neste cenário, o custo com os diabéticos deve dobrar até 2030, chegando a US$ 97 bilhões, em estimativas mais conservadoras, como mostra o levantamento. Além disso ,o país passa pelo desafio da falta de controle glicêmico dos pacientes. Cerca de 50% dos diabéticos desconhecem o diagnóstico

O presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), José Francisco Kerr Saraiva, professor titular da Faculdade de Medicina da PUC – Campinas e doutor pela Universidade de São Paulo, explica que o diabetes pode evoluir para níveis bastante graves, causando cegueira, impotência sexual, mau funcionamento de órgãos vitais e crescente dificuldade de cicatrização de feridas e lesões, levando até mesmo à amputação de membros. “Além disso, é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, favorecendo a ocorrência de infarto e derrames cerebrais”.

A literatura demonstra que o risco de se ter um infarto aumenta 40% nos diabéticos homens e 50% nas mulheres. Quando a doença se manifesta, também potencializa outros fatores de risco, como o colesterol elevado e a hipertensão. “Ou seja, há muitos e fortes motivos para prevenir a ocorrência desse mal e, mais ainda, para tratá-lo de modo eficaz assim que se descobre a sua existência. Como os sintomas não são imediatos, o controle médico periódico, com a realização de exames de sangue, é muito importante para o diagnóstico anterior ao aparecimento dos primeiros problemas”, alerta Dr. Saraiva.

Existem o diabetes do Tipo 1 e o do Tipo 2. O primeiro, muitas vezes diagnosticado na infância, é uma doença autoimune. Não está associada ao excesso de peso. É tratada com injeções de insulina. A segunda aparece mais em adultos acima dos 30 anos de idade e está diretamente ligada à alimentação errada, sobrepeso e obesidade. O organismo passa a ter resistência à insulina, perdendo a capacidade de responder aos efeitos do hormônio.

Quanto à prevenção do Tipo 2, cabe enfatizar a alimentação correta e equilibrada, combate à obesidade, consumo muito moderado de bebidas alcoólicas, prática regular de exercícios físicos (sempre com orientação médica) e abandono do tabagismo. As estatísticas reforçam a pertinência desses cuidados: estima-se que cerca de 10% dos habitantes adultos do Brasil tenham a doença, que, segundo o Ministério da Saúde, atinge 5,2% dos homens e 6% das mulheres. Dentre as pessoas acima de 65 anos, a incidência é de 21%.

Quando o diabetes é diagnosticado, o tratamento deve ser imediato e regular. O médico determinará se há necessidade de administração de insulina, sua frequência e dosagem. Em todos os casos, o controle da dieta, a redução drástica do consumo de açúcar e doces, emagrecimento saudável e prática de exercícios físicos ajudam muito no reequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

“Também é recomendável a interação com núcleos de convivência de pacientes, nos quais a troca de experiências e a ajuda mútua e solidária contribuem muito para a boa condição psicológica de todos, com impacto positivo na terapêutica. Esses grupos podem ser encontrados nos serviços públicos, ONGs da área da saúde ou serviços de voluntariado”, orienta o presidente da Socesp, concluindo: “Prevenir o diabetes é muito importante. Porém, quando ele ocorre, o tratamento correto, o acompanhamento médico e o controle regulares são decisivos, pois garantem boa qualidade da vida em grande parte dos casos”.

Edição 250

Novembro 2019

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