Saúde

Doença de Alzheimer: sintomas e tratamento

Comentário(s) 26 abril 2019

O Alzheimer é uma doença neurode­generativa progressiva que afeta as funções cognitivas, interferindo na memória, raciocínio, concentração, apren­dizado, linguagem e orientação espacial, le­vando a um quadro de demência.

Existem diversos tipos de demência, como por exemplo: demência de Alzheimer, demência vascular, demência fron­to-temporal e demên­cia por corpos de Lewy, dentre outras. Segundo estudos, mais da metade dos casos de demência são causados pela Doen­ça de Alzheimer, sendo o tipo mais comum de demência.

Quais são os principais sintomas?

No início da doença, as falhas na memória podem ser confundidas com o processo na­tural do envelhecimento, levando a um diag­nóstico tardio da doença. O quadro clínico pode variar de acordo com o paciente, mas, em geral, os familiares devem estar atentos aos seguintes sintomas iniciais:

- Falhas na memória para acontecimen­tos recentes, esquecimentos caracterizados por repetições;

- Dificuldade na linguagem, com dificul­dade para encontrar palavras ou para se ex­pressar;

- Desatenção e dificuldade de concentração;

- Perda da capacidade de tomar decisões e elaborar estratégias para resolver problemas;

- Dificuldade no planejamento, organiza­ção e execução de atividades.

Nas fases mais avançadas da doença podem surgir agressividade, agitação, insônia, deso­rientação no tempo e espaço, apatia, dificul­dade no reconhecimen­to dos familiares, dentre outros sintomas.

Existe tratamento para o Alzheimer?

Atualmente não há cura definitiva para o Mal de Alzheimer, mas existem tratamentos que podem tornar a pro­gressão da doença mais lenta. O tratamento medicamentoso tem o objetivo de retardar a evolução dos sintomas e controlar os sin­tomas comportamentais, que causam muita aflição nos familiares. Além disso, são essen­ciais para o tratamento: acompanhamento multidisciplinar, reabilitação cognitiva e so­cial, orientações e acompanhamento psico­lógico dos cuidadores etc.

Lembre-se: a doença de Alzheimer não tem cura definitiva, porém sempre há o que ser feito para aliviar o sofrimento do paciente e de seus familiares!

Por dr. André Luis Riccetto Aiélo (CRM 145829), geriatra e clínico geral

Edição 246

Julho 2019

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