Estética

Entenda a flacidez: como prevenir e tratar

Comentário(s) 27 janeiro 2016

Dra Iara Esteves

Dra Iara Esteves

A pele é o órgão mais evidente do cor­po humano, tornando-se um marca­dor real da idade e importante para a autoestima. O envelhecimento é um proces­so fisiológico, dinâmico e imutável, que atin­ge todos os sistemas do organismo. E na pele não é diferente: ocorre a flacidez. O colágeno, componente fundamental do tecido conjunti­vo, e a elastina perdem sua qualidade, fazen­do com que as camadas de gordura sob a pele não consigam se manter uniformes.

A exposição solar inadequada e a má ali­mentação também são vilões da degeneraçã̃o das fibras elásticas. Aliada à diminuição da oxigenação dos tecidos, provoca desidratação da pele tendo como resultado o surgimento da flacidez e das rugas. Mas graças à ciência, temos tecnologias que buscam o rejuvenes­cimento corporal e facial.

A radiofrequência é uma delas e tem si­do utilizada com sucesso. Trata-se de uma radiação que alcança os tecidos, gerando energia e forte calor sobre as camadas mais profundas da pele. Mantendo a superfície resfriada e protegida, ocasiona a contração e reorganização das fibras colágenas existen­tes. Remodela o tecido e estimula a formação de novas fibras, tornando-as mais eficientes na sustentação da pele.

O estímulo da circulação local facilita a rea­bsorção de líquidos e a drenagem de resíduos celulares (toxinas e radicais livres). A ativa­ção do metabolismo favorece a lipólise (que­bra de gorduras), a nutrição e a oxi­genação dos teci­dos. Por isso, uti­lizada da forma correta, a radio­frequência pro­move um contor­no corporal mais bonito além da redução da celulite e adiposi­dades com aspecto “casca de laranja”.

Mas, vale lembrar, que a tecnologia de for­ma isolada não faz milagres. Sabemos que uma boa alimentação traz infinitos benefí­cios para a saúde. No caso da flacidez, o con­sumo excessivo de carboidrato agrava a situ­ação. E faça exercícios, pois embaixo da pele temos músculos que a sustentam, certo?

Dicas: pratique exercícios físicos e beba bastante água; previna o fotoenvelhecimen­to da pele com uso diário do protetor solar; procure um nutricionista especializado.

Um tratamento estético seguro e efeti­vo deve ser norteado por uma boa avalia­ção e embasado em estudos com compro­vação científica.

Dra. Iara Esteves é fisioterapeuta dermatofuncional e vascular (Crefito 47.061-F), pós-graduada pelo Programa de Pesquisa Científica em Cirurgia Plástica da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP. Atende na Clínica Hares (tel. 11-4807-2240)

Edição 224

Setembro 2017

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