Saúde

Envelhecer

Comentário(s) 08 março 2019

elieteÚnico sinal de que estamos vivos há tempos é o envelhecimento! Por que tanto receio em usar essa identifica­ção: “Estou envelhecendo”?

Como diz o conceito, sofrer os efeitos da passagem do tempo não é uma ofensa ou, pe­lo menos, não deveria ser!

Associado sempre a uma decrepitude, o velho, em desuso, em especial o envelhecer, tornou-se uma ofensa, os próprios envelheci­dos se defendem: “Só a alma envelhece”, “ou velho de corpo, porque de espírito…”.

Envelhecemos inteiros e, particularmen­te, não há outra forma. A diferença está no olhar que se coloca.

Essa fase da vida – sim, porque estar ve­lho, é estar vivo – modifica corpo, cabelo, tra­ços e, por mais desenvolvidos que sejam os recursos para encobrir, disfarçar essas mu­danças, as marcas do tempo, o processo não para. Ainda bem, pois quando ele parar se­rá sinal que não estamos vivos.

Durante nosso amadurecimento biológico e mental criamos recursos para desenvolver, superar, e o envelhecer afeta muitas capaci­dades. Porém, à medida que gerações avan­çaram, nosso tempo de vida se prolongou e aos 50, 60, 70 anos uma pessoa continua ativa. Uma pessoa inativa na velhice, que desistiu de buscar interesses, deixa a impressão que de­sistiu da vida.

A pessoa que desenvol­ve interesses é ativa, a impres­são da ativida­de é de valori­zação da vida.

Sim, temos de considerar as vivências in­dividuais: tristezas, doenças, perdas, ou se­ja, como cada um vive e viveu suas marcas. Não somos iguais! Temos uma história fami­liar, uma constituição física e psíquica e suas próprias características.

Mas precisamos não ter medo de olhar para o envelhecer como parte da vida e co­mo algo natural, onde há desconfortos, mas muitas possibilidades de viver bem. Não se compare com os jovens, essa fase já passou, você já foi assim. Aproveite sua experiência, os aprendizados e transforme o envelhecer numa fase diferente com busca de bem-es­tar e qualidade de vida, projetos diferentes, novos interesses.

Tempo nos traz perda, não há o que fa­zer! Mas como lidaremos com isso fará to­da a diferença!

Por dra. Eliete Celi Martini Orsi (CRP 06-15998-1), psicóloga.
Contato: (11) 4586-5625

Edição 250

Novembro 2019

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