Saúde

Enxaqueca compromete qualidade de vida

Comentário(s) 20 maio 2019

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), estima-se que a enxaqueca afeta 15% da população mundial em algum momento da vida e 2% sofre com enxaqueca crônica, uma doença incapacitante e que compromete a qualidade de vida. No Brasil, pelo menos 30 milhões de pessoas enfrentam o problema, que é três vezes mais comum em mulheres do que homens.

A enxaqueca crônica é caracterizada por crises de dores de cabeça, que ocorrem durante 15 dias ao mês, durante três meses. Sintomas como náuseas ou vômitos, fotofobia (sensibilidade à luz) e fonofobia (desconforto provocado pelos sons) são relatados pelos pacientes, além de dor unilateral, dor intensa, pulsátil ou dor que piora com movimentação e/ou atividade física. Os episódios podem durar de 4 a 72 horas.

Apesar do desconforto, muitas pessoas não procuram o especialista e se automedicam. “Essa conduta pode prejudicar o diagnóstico e ainda contribuir para tornar a dor de cabeça crônica”, explica o neurologista Murilo Schaefer, de Curitiba, Especialista em Neurologia Clínica e Cefaliatria – ciência responsável pelo diagnóstico e tratamento das dores de cabeça. Segundo ele, geralmente pacientes com cefaleias recorrentes levam 5 anos para procurar um médico por causa de dores de cabeça, e 11 anos para procurar um especialista, algo que contribui para a cronificação da enxaqueca.

Fatores desencadeantes

Ambientais: luz forte e exposição solar; barulho e odores fortes como perfume e gasolina; alterações do sono, movimento e viagem;

Dieta: Pular refeições e abusar de café, vinho tinto, chocolates, alimentos embutidos, queijos curados, entre outros;

Psicológicos: Estresse, perdas ou mudança na rotina;

Hormonais: Menstruação de uso de contraceptivo que contém estrogênio.

Cada pessoa é sensível a certos tipos de fatores desencadeantes. Por isso, a orientação é para observar a dor de cabeça, além da frequência, intensidade e duração, para poder reportar ao neurologista. “Somente assim é possível obter um diagnóstico e prescrever o tratamento adequado para essa doença, que tem forte impacto na vida pessoal e profissional dos pacientes”, afirma o dr. Murilo. O fundamental é que o paciente não banalize a dor, não se automedique e procure o neurologista, que é a especialidade indicada para tratar a doença, considerada uma das mais incapacitantes no mundo.

Tipos de tratamento para enxaqueca
A enxaqueca pode ser tratada de maneira preventiva, e de forma não medicamentosa. Mudanças de hábitos do paciente, técnicas de relaxamento, fisioterapia e psicoterapia são positivas. Praticar atividade física, evitar picos de estresse, regular sono também ajuda a reduzir os quadros. Caso seja necessário o tratamento medicamentoso, ele pode ser feito de forma preventiva, para diminuir a frequência, ou agudo, direcionado para tirar o paciente o mais rápido possível da crise.

Edição 249

Outubro 2019

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