Saúde

Final de ano exige mais atenção com a saúde

Comentário(s) 01 dezembro 2016

O ritmo mais intenso de trabalho, típico do final do ano, emite um alerta ao estresse dos trabalhadores que, nesta época, pode gerar ou agravar os desequilíbrios na alimentação, no sono e na saúde mental. O alerta é da Associação de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional.

“No final do ano há o risco do exagero: atividades de trabalho que podem exigir o aumento da jornada diária, os excessos na alimentação e, por vezes, na ingestão de bebidas alcoólicas, além da redução das horas de sono tão necessárias para a recuperação do organismo”, destaca Paulo Zaia, diretor da AGSSO.  Além do comprometimento da qualidade de vida do trabalhador e do custo para o Estado, há a perda de competitividade para as empresas. “Por isso é fundamental que o médico do trabalho alerte o trabalhador e a empresa assim que identificar os primeiros sinais do desequilíbrio na relação saudável entre trabalho e vida pessoal. Sanar as causas e investir em ergonomia, avaliando itens relacionados à organização do trabalho, pode evitar o desenvolvimento de doenças”, destaca. “Muitas vezes as causas envolvem a distribuição das tarefas e os processos com que elas são tratadas nas organizações”, descreve.

Sobre as alterações de saúde mental, encabeçadas principalmente pelos distúrbios de ansiedade, hoje são um dos maiores grupos de doenças a gerar afastamento previdenciários. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social, transtornos mentais e comportamentais foram a quarta causa de afastamento previdenciário de janeiro a junho de 2016.

Mas o que nem todos lembram é que o estresse também é um fator benéfico ao desenvolvimento de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, seja ele profissional ou pessoal. “Os estímulos estão sempre presentes e é por isso mesmo que todos devemos investir no autoconhecimento contínuo e nas atividades de relaxamento do dia a dia, que trazem o equilíbrio mental e o bem-estar”, alerta Zaia.

Estimular o desenvolvimento pessoal dos trabalhadores, além de avaliar a implantação de programas de assistência ao empregado (EAP, em inglês), podem aumentar o grau de resiliência e a resistência aos momentos de maior stress na vida diária. Esses programas são suporte a desequilíbrios pontuais dos trabalhadores, e até de seus dependentes – dependendo da abrangência da contratação do programa, atuando na área da psicologia, das finanças e até mesmo na área jurídica. Trazem orientações rápidas aos indivíduos e encaminham, caso necessário, a profissionais referenciados para solução dos problemas. Com isso, as empresas esperam que o trabalhador tenha menos preocupações extra profissionais no horário do trabalho e, por consequência, atuem com a totalidade de sua capacidade e produtividade.

 

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