Saúde

Final feliz?

Comentário(s) 25 fevereiro 2017

Nos palcos da vida nem sempre se tem um final feliz.

Samira Bana

Samira Bana

As gerações mais velhas sabem do que estou me re­ferindo, mas as de nossos filhos, as atuais que estão crescendo num mundo to­talmente tecnológico, terão que constatar a duras penas e, por conta de algumas des­venturas, que a vida é muito mais que um apertar de bo­tões, e chegar lá não é a ja­to. E onde é “lá”?

Vivemos uma revolução não só tecnológi­ca, mas também de valores e do próprio com­portamento. Muito se fala, tudo se sabe, a in­formação invade nossas mentes em questões de segundos. Nesse cenário, fazer valer a éti­ca nem sempre é fácil, mas não é impossível. A geração é da pressa, a impressão é a de que o dia deveria ter muito mais que 24h, mas o tempo, “senhor da razão”, quando menos se espera, vem e impõe a realidade.

Correr tanto para quê? Para chegar a que lu­gar? O tempo, com ou sem nosso consentimen­to, tem a maestria de mostrar que por mais que se faça ou pense, nunca se terá o controle de tudo, e nem sempre a vida reservará finais felizes e prazerosos, pois felicidade não se re­sume em conquistar um bem material ou uma determina­da posição social, mas, sim, um sentimento mais profun­do de realização e encontro com seu próprio eu.

Assim, as ferramentas importantes são as experi­ências de vida que capaci­tam cada indivíduo. Quanto mais significativa elas forem e quanto menos se acredita em saídas mágicas, livre de todo trabalho e esforço, mais a pessoa estará preparada para enfrentar de­safios, mais recursos encontrará dentro de si mesmo para enfrentar as adversidades.

Viver verdadeiramente a vida nem sempre vai de encontro a um final feliz. As situações, muitas vezes, são totalmente adversas, entre­tanto, encarar o novo e tentar encontrar no­vos significados pode surpreender com no­vas e interessantes experiências, às quais se contrapõe o sonho por um lado e a realidade possível por outro, ou seja, aquela velha his­tória: teria sido maravilhoso… Não deu, mas fez-se o que foi possível. Valeu a pena.

Artigo da psicóloga e psicanalista Samira Aparecida Bana (CRP 06 8849).
Contatos: 11-4586-7281, 97362-5757

Edição 224

Setembro 2017

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