Saúde

Glaucoma: doença silenciosa e sem sintomas

Comentário(s) 22 maio 2017

Negligenciado por muitas pessoas, o glaucoma – que age de forma silenciosa e não possui sintomas, o que dificulta a percepção da doença -, atinge 1 milhão de pessoas por ano no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG). Os alarmantes números reforçam a importância de conscientizar a população sobre os riscos do problema, que é o principal responsável por casos de cegueira permanente em todo o mundo.

Doutor Jae Min Lee, oftalmologista do Hospital Santa Catarina (SP), esclarece que um dos principais sinais do glaucoma é a formação de pontos cegos nas regiões periféricas do olho. “Isso acontece quando a pressão ocular está alta e ocorrem danos ao nervo óptico, que é um sistema formado por um conjunto de fibras ópticas que emitem sinais ao cérebro”.

O especialista pontua que algumas pessoas são mais suscetíveis que outras, por isso, a importância de realizar exame preventivo anual, no caso de pessoas acima dos 65 anos de idade. “No início da doença, é possível tratá-la com colírios específicos. Todavia, se o quadro se agravar, o paciente terá que ser submetido a procedimentos cirúrgicos a laser ou cirurgias de drenagem, que é mais invasivo e exige maior tempo para a recuperação, principalmente no caso dos idosos”.

O médico esclarece três mitos que são disseminados e que podem prejudicar muitas pessoas:

Glaucoma muda a cor dos olhos?
MITO. A doença não possui sintomas, não deixa pontos brancos ou altera a cor dos olhos, como na catarata.

Exame de vista, para quem utiliza óculos, pode identificar a doença?
MITO
. O exame de diagnóstico é realizado por aparelho específico, chamado tônometro, que mede a pressão intraocular. É vital procurar um médico oftalmologista.

Se não tratado no início, não há riscos de ficar cego?
MITO
. Se não tratado corretamente, de preferência no início, o glaucoma pode levar a cegueira completa. Para quem possui até 40 anos de idade, é importante realizar o exame a cada três anos. Dos 40 até o 65 anos, a recomendação é fazer o exame de dois em dois anos e acima dos 65 anos, recomenda-se que os exames sejam anuais.

 

Edição 224

Setembro 2017

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