Estética

Implante ou transplante capilar?

Comentário(s) 14 maio 2019

Imagine passar a mão na cabeça e perceber que o cabelo está caindo? No início, perder os fios é, realmente, algo assustador, afinal, o fato mexe diretamente com a autoestima de qualquer um. No entanto, graças a medicina, existem tratamentos e métodos que combatem a queda capilar ou até mesmo trazem os fios de volta.

Não entenda mal, ainda não existe cura para a alopecia androgenética, forma como a calvície é chamada entres os especialistas, pois, como o próprio nome indica, a patologia é uma condição genética que afeta especialmente os homens. No entanto, de acordo com especialistas, existem métodos que ajudam com eficácia neste problema, como o transplante capilar, solução que promete trazer resultado eficazes aos pacientes.

Transplante ou implante?

Os termos confundem bastante as pessoas e apesar de serem considerados muitas vezes a mesma coisa, existe um pequeno detalhe que faz total diferença. De acordo com o cirurgião plástico e especialista em transplante capilar Alan Wells, na medicina o termo implante é compreendido como objetos artificiais que são inseridos no corpo. Então, quando se trata de um método cirúrgico no couro cabeludo, afim de amenizar a calvície, o nome correto é transplante, pois, nesse tipo de procedimento, são retirados folículos saudáveis da área doadora do couro cabeludo do próprio paciente para coloca-los na região afetada pela calvície, que são nas famosas entradas e no topo da cabeça.

O procedimento tem sido uma ótima solução para as pessoas calvas, que podem ser homens ou mulheres, apesar de ser mais comum no sexo masculino, pois, a alopecia androgenética é estimulada pela testosterona, hormônio presente em maior quantidade neles, mas isso não impede de que elas possuam tendência para a calvície, uma vez que, quem vai determinar isso é a genética. “É uma patologia silenciosa, pois não possui sintomas, além da queda dos fios. Os homens têm com mais facilidade, entretanto, ambos os sexos estão sujeitos a isso, pois, depende da herança genética que pode ser tanto materna quanto paterna. Além disso, para quem possui a genética positiva, outros fatores podem facilitar ainda mais a queda, como muito estresse, ansiedade e até mesmo alimentação com carência de nutrientes importante para o corpo”, explica o especialista.

Exames necessários para identificar alopecia androgenética

De todo modo, as causas que levam o cabelo a cair devem ser tratadas com um médico especialista, para assim, evitar mais quedas e tratar o problema, literalmente, pela raiz. Ao buscar um médico, ele deve fazer uma avaliação a olho nu, nesse momento ele já consegue entender a situação que está a saúde capilar. Porém, o especialista pode pedir uma tricodermatoscopia, um exame que possibilita ver o couro cabeludo com uma lupa, mostrando a imagem em um computador, por meio desse procedimento, é possível ver se existem fios anormais ou manchas, por exemplo.

Exames de sangue e biópsia também podem ser solicitados pelo médico, mas, além de todos esses cuidados, também deve ser feita uma pesquisa detalhada sobre a rotina do paciente, para tomar conhecimento sobre o histórico familiar dele, se há casos de calvície na família e até mesmo os hábitos alimentares. “Após todas essa análise detalhada, podemos diagnosticar a alopecia androgenética e passar o tratamento mais adequado, em alguns casos não é necessário procedimentos cirúrgicos, mas é recomendado o tratamento com medicamento para inibir ou reparar algumas pequenas áreas afetadas, normalmente, isso acontece quando o paciente percebe a perda de cabelo logo na fase inicial”, detalha o especialista.

Técnica FUE: solução permanente para calvície avançada

O método FUE (Folicular Unit Excision) é um procedimento minimamente invasivo e de acordo com Wells, isso acontece porque para realizar a cirurgia é utilizado um micro aparelho de 0.8 a 09mm de diâmetro, deixando marcas praticamente imperceptíveis. “É um método realmente eficaz e é cada vez mais aperfeiçoado e utilizado em todo o mundo. De um modo geral, retiramos os folículos saudáveis nas regiões que a calvície não atingiu e realocamos nas áreas calvas”, detalha Wells.

A cirurgia consiste nas seguintes etapas:

Marcação da área doadoras e receptoras

O médico faz uma marcação nas regiões que irão doar e receber os folículos. Ele decide isso com base nos exames feitos anteriormente, assim, ele sabe quais fios estão aptos para crescerem normalmente.

Extração das unidades foliculares

Antes de fazer a extração com o micro aparelho, o paciente recebe uma anestesia no local da extração dos fios, é um trabalho extremamente minucioso para que os fios não sejam comprometidos.

Armazenamento das unidades foliculares

Os fios precisam ser armazenados em ambientes com temperatura adequada, para que continuem hidratados e conservados. Ali os folículos são preparados para o implante, esse processo é feito com um microscópio estereoscópico, para garantir toda a minuciosidade que o procedimento pede.

Finalmente, o transplante

Depois dessa preparação, os folículos estão prontos parem serem inseridos na área receptora do paciente. São feitos orifícios super pequenos com agulhas ou lâminas microcirúrgicas, apesar da profundidade variar de acordo com o comprimento da unidade folicular, a cirurgia é praticamente indolor.

Segundo Wells, a cirurgia é capaz de trazer a autoestima dos pacientes de volta. “A calvície se tornou um problema emocional, já que afeta a autoestima, então, o procedimento consegue mudar a forma como as pessoas se veem, até porque, os folículos inseridos fazem o cabelo crescer novamente, e isso só é possível porque essas unidades foliculares não possuem o genes da alopecia, uma vez que, a patologia só atinge algumas regiões da cabeça. Então, é o próprio cabelo do paciente crescendo novamente”, finaliza Wells.

 

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Setembro 2019

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