Saúde

Labirintite tem tratamento?

Comentário(s) 29 janeiro 2019

Muitos pacien­tes procu­ram os mé­dicos, principalmen­te os otorrinolaringo­logistas, dizendo que têm labirintite há anos, e muitos desconfortos raquel fonocom a tontura. Mas se­rá mesmo que você tem labirintite?

Vamos entender um pouco mais sobre co­mo nosso equilíbrio corporal funciona e como podemos realmente acertar no diagnóstico e realizar um tratamento preciso e eficaz.

Para manter o nosso equilíbrio, precisamos ter três sistemas funcionando adequadamen­te. Esses sistemas são: sistema visual (refle­xo vestíbulo ocular), sistema vestibular (la­birinto parte interna dos nossos ouvidos) e o sistema somatossensorial (informação dos nossos músculos de como estamos no espa­ço, por exemplo: em pé, sentado).

Quando algum desses sistemas está afeta­do podemos ter alguns sintomas como ver­tigem, que é a sensação que o ambiente es­tá rodando, ou a tontura, que é o desequilí­brio, a sensação de cabeça “oca” ou pesada, a sensação de movimentação vertical para onde olhamos.

Para o diagnóstico preciso temos uma série de avaliações que po­dem ser realizadas pa­ra verificar qual siste­ma está acometido, co­mo o exame otoneuro­lógico, que verifica co­mo está o sistema vi­sual e do labirinto (ca­nais semicirculares), e a posturografia (avalia o sistema visual associado ao somatossen­sorial e vestibular), que verifica o seu equi­líbrio, o risco de queda, e se você, por exem­plo, está apto a retornar ao trabalho depois de uma crise de tontura – verifica se o seu organismo conseguiu se readaptar após es­sa crise que você teve.

Para um tratamento assertivo e eficaz é ne­cessário sabermos qual é a causa desse des­conforto que você sente. Muitas vezes este desconforto pode estar associado a proble­mas cardiovasculares, metabólicos (pouco ou muito açúcar no sangue), alterações da coluna cervical, anemia, enxaqueca e uso de medicações.

Por isso, se tiver dúvidas, procure um otor­rinolaringologista e um fonoaudiólogo.

Por Raquel Prestes (CRFa 2-16884),  fonoaudióloga. Contato: (11) 4586-2096, 4521-9099

Edição 244

Maio 2019

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