Saúde

Limite é bom. E os filhos gostam!

Comentário(s) 29 abril 2016

É evidente que a grande maioria dos pais dese­ja educar seus filhos da melhor maneira possível, ao ponto de quererem ser “os melhores pais”. Por isso, vejo pais darem uma educação su­perprotetora, não perceben­do que essa relação poderá trazer desconfortos e descon­fianças para os mesmos.

Vanessa Sardisco

Vanessa Sardisco

Sabe-se que colocar limi­tes e aguentar as manhas dos seus filhos é uma tarefa difí­cil, pois vejo que com a convivência com seus pais eles descobrem estratégias para conse­guir o que desejam e acabam não tendo ne­nhuma experiência frustrante, ou seja, a ne­gação dos pais. Contudo, colocar limites é es­sencial para a educação de seus filhos, sem­pre cumprindo o que se impõe. Isto é, com o tempo os filhos percebem quando seus pais não cumprem o que falam e assim começam a não confiar neles. E, assim, não aprendem a se frustrar e ter responsabilidades nas su­as atitudes e palavras.

Outra situação que percebo é o fato de os pais educarem seus filhos com regras e pu­nições. Entretanto, acredito que não é a me­lhor maneira de mostrar para seu filho a au­toridade como pais, substituindo as regras por combinados. Quando se impõe regras e punições, fica evidente para os filhos a im­potência deles em saber que não são compreendidos pe­los pais e a superautoridade dos seus pais quando não têm uma explicação clara das pu­nições e regras.

Fazendo combinados com seus filhos, compartilharão com ele o compromisso de cumprir com o combinado, ensinando a ter consciência das suas ações e escolhas, a se frustrar e a esperar. Além disso, terão mais confiança nos seus pais, já que vão descobrir que seus pais sempre cumprirão o que falam e pode­rão dividir suas angústias e sentimentos sem desconfiar na suposta punição.

Portanto, aconselho sempre indicar e ex­plicar os limites e combinados, aguentando as manhas de seus filhos e mostrando para eles que colocar limites e responsabilidades também é um sinal de amor e de serem “os melhores pais”. Assim, o importante é fazer uma parceria constante de confianças e res­ponsabilidades entre pais e filhos, formando uma relação harmoniosa e amigável.

Vanessa Sardisco é psicóloga humanista (CRP: 06/118543), especialista em Educação Inclusiva e tem o nível avançado em Libras. Contatos: 11-98200-9577, vanessa.sardisco@terra.com.br

Edição 224

Setembro 2017

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