Esportes

Mães que praticam atividades físicas influenciam seus filhos a não serem sedentários

Comentário(s) 27 março 2019

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Se a prática esportiva é prazerosa, a possibilidade de fazê-la na companhia dos filhos, então, é ainda melhor.

Mais do que bem-estar, atividades físicas em família ajudam a despertar o lado esportivo na criança. Essa é uma das conclusões da pesquisa Atividade física: prevalência, fatores relacionados e associação entre pais e filhos, publicada na Revista Paulista de Pediatria. Segundo o estudo, filhos de pais engajados na vida esportiva são mais propensos a praticarem esportes.  Além disso, a pesquisa também apontou que o envolvimento materno nas atividades físicas gera mais efeitos positivos que o paterno nas associações analisadas pela pesquisa.

Em outro estudo, divulgado pela Sociedade Brasileira de Atividade Física & Saúde, concluiu-se que o nível de atividade física do pai e da mãe influencia na prática de atividades dos seus filhos. “Esse resultado indica a importância da influência do ambiente familiar na Atividade Física dos adolescentes”, confirmou o levantamento.

Para Letícia Marchetto, educadora física e criadora do Ballet Fly, esses estudos comprovam que essas crianças terão menos chances de se tornarem adultos sedentários. “Quando a mãe, ou ambos os pais, fazem alguma atividade física, eles se tornam um exemplo para os filhos.  A criança que cresce com esse modelo vai sentir prazer naquilo e querer tomar para si também”, explica Letícia, que ressalta que, além dos benefícios físicos que todos os exercícios trazem, também tem a questão de que momentos em família são preciosos e devem ser valorizados.

No caso do Ballet Fly, por exemplo, a educadora física explica que é possível combinar tudo isso com o aprendizado, o desenvolvimento psicomotor, o gasto calórico e também o treino da mãe. “Esse momento em família, que é divertido e lúdico, fica ainda mais rico, mais valioso”.

Letícia explica que essa ideia de criar experiências entre mães e filhos surgiu com as próprias crianças, que terminavam as aulas mais cedo e corriam para a aula das mães para também participar: “Observamos que elas também queriam fazer algumas atividades com as mães, que elas gostavam de mostrar o que elas são capazes de fazer e que podem fazer igual as mães. Percebemos, então, que há essa sintonia”.

Segundo a bailarina, no Ballet Fly, a identificação da criança é quase que imediata. É que os principais acessórios são os tecidos acrobáticos, com os quais as crianças brincam e soltam a imaginação. “A ideia de inserir os filhos na aula veio justamente dessa interação natural que eles tinham com os equipamentos. Hoje, eles adoram mostrar os movimentos que aprendem para as mães e também fazem junto com elas”, diz.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são recomendados, no mínimo,  60 minutos diários de atividades físicas entre o período dos 5 aos 17 anos. No Ballet Fly, por exemplo, a criança já inicia aos 4 anos de idade. Segundo a criadora do método, enquanto a criança gasta um pouco desta energia durante as aulas, a mãe praticante aproveita esse período para trabalhar o próprio físico e bem-estar.

“Independentemente da modalidade, o mais importante é que a atividade física seja incorporada não só por falar que faz bem, mas por mostrar e por fazer mesmo. Assim, ela será incorporada na rotina da criança, de uma forma que se torne um valor para a ela e não algo com quem ela tem de lutar. A atividade deve ser para a criança algo que ela acredita, que ela vivencia e que faz parte dela, assim como para a gente escovar os dentes é algo tão natural. Dessa forma, para essa criança, quando se tornar um adulto, escovar os dentes e fazer atividades físicas serão algo natural e não algo chato e difícil”, conclui Letícia Marchetto.

 

Edição 246

Julho 2019

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