Saúde

Medos mais comuns na infância e adolescência

Comentário(s) 06 fevereiro 2016

Glaucia Kraide

Glaucia Kraide

O medo faz parte da natureza humana. É um estado emocional que ativa os sinais de alerta do corpo diante dos perigos, e é uma importante etapa do amadurecimento afetivo dos bebês. Temos a tarefa de aju­dá-los a lidar com os próprios temores, que tendem a flores­cer ainda mais nos primeiros anos de vida. Mas qual o limi­te entre o medo normal e o exagerado? Quando eles começam a sofrer? A falta de medo expõe a criança ao risco, e o excesso dele faz com que ele se feche numa espécie de “prisão sentimental”. O ideal é aju­dar a criança a identificar o medo como um “aliado” e não como um “inimigo”.

Na prática, o que se espera é que a crian­ça aprenda a dominar seus temores, e não ser dominada por eles, assim como acon­tece com os adultos. A diferença é que eles têm uma percepção mais inocente dos acon­tecimentos, uma imaginação bastante fértil e uma menor capacidade de discernimento dos fatos. Esses ingredientes juntos transfor­mam um simples objeto “na mais pavorosa ameaça à vida humana”. Identificar a origem, ou mesmo a existência do medo infantil, exi­ge dedicação e técnicas apropriadas. É preci­so estar atento aos sinais demonstrados pe­la criança, e saber conversar com ela sobre o que lhe causa pavor.

Tipos de medos mais comuns na infância/adolescência

pequenos gigantes

Pequenos Gigantes

Cada criança é única, por isso, as coisas que assustam as crianças, e a idade em que ca­da medo se manifesta, variam muito de criança para crian­ça, e até mesmo de uma cultu­ra ou esfera social para outra. Ainda assim, registra-se uma relação muito generalizada entre a idade e o aparecimen­to de determinados medos. Abaixo uma orientação:

- Até 1 ano de idade, as crianças pequenas têm medo dos estímulos intensos e de tudo o que é desconhecido pa­ra elas, como, por exemplo pessoas.

- Entre os 2 e os 4 anos surge o medo das trovoadas, dos animais e das catástrofes. Es­sa também costuma ser a idade em que as crianças começam a ter medo do escuro.

- Entre os 4 e os 6 anos aparece o me­do dos monstros imaginários, como as bru­xas e os fantasmas, e o medo da separação dos pais.

- Entre os 9 e os 12 anos os medos es­tão mais relacionados com as coisas do co­tidiano, tais como os acidentes, as doenças, os conflitos com os pais, o insucesso esco­lar etc.

- Entre os 12 e os 18 anos os medos es­tão relacionados com a aparência física, ser feio, magro, gordo, medo de errar, de ser re­jeitado etc.

Glaucia Kraide é psicóloga infantil (CRP 06/72743). Atende na Pequenos Gigantes Psicologia Infantil (R. Dr. José Basile Bonito, 50,Sala 20, Centro, Jundiaí/SP). Tel: 11-3998-0214.

E-mail: contato@pequenosgigantes.net.br. Site: www.pequenosgigantes.net.br

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