Saúde

Mitos e verdades da doação de sangue

Comentário(s) 20 julho 2017

A Associação Brasileira de Hemato­logia, Hemoterapia e Terapia Celu­lar (ABHH) orienta sobre o proce­dimento que salva vidas, com esclarecimen­tos das principais dúvidas da população so­bre o ato, que é indolor, rápido, voluntário e que pode salvar pacientes, desde subme­tidos a cirurgias ou em casos de emergên­cias. Confira os principais mitos e verdades sobre a doação de sangue, de acordo com a entidade:

Idosos não po­dem doar san­gue.

MITO. A partir de 2013, houve aumento na ida­de máxima dos doadores de san­gue pelo Ministé­rio da Saúde. Atu­almente, pessoas entre 16 e 69 anos podem realizar o ato de doação.

A doação é restrita a pessoas sem pier­cing e tatuagem.

MITO. Apenas pessoas com piercing na cavidade oral não podem realizar a doação, pois a boca está mais receptiva a infecções do que outras áreas do corpo. Sobre pesso­as com tatuagens, é indicada que a doação seja feita após um ano da realização do de­senho, pois é o tempo adequado para mani­festações de doenças contagiosas que pos­sam ser transmitidas pela agulha.

O peso influencia na doação.

VERDADE. O peso do voluntário deve ser a partir de 50 quilos.

Gestantes e lactantes não podem doar.

VERDADE. Mulheres grávidas ou que es­tejam amamentando não devem doar. As lac­tantes devem aguardar 12 meses após o par­to. E no período pós-parto, a mulher poderá ser doadora após 90 dias, em casos de par­to normal e 180 dias em cesárias.

Descanso e alimentação influenciam na doação.

VERDADE. É necessário estar descansa­do e não ter praticado atividades físicas in­tensas pelo menos cinco horas antes da do­ação. Em relação à alimentação, é preciso estar bem nutrido, com re­feições prévias le­ves e sem gordura. Além disso, é proi­bido o consumo de bebidas alcoólicas até 24 horas antes da doação.

Doadores estão suscetíveis a do­enças transmissíveis via sangue.

MITO. A partir da implementação do tes­te NAT com fomento da ABHH, doenças co­mo HIV, Hepatites B e C, são detectadas pelo procedimento que tem capacidade de iden­tificar se a pessoa está contaminada mesmo que haja um curto período, entre o dia de contaminação e a doação.

O doador pode realizar o ato a cada 30 dias.

MITO. A doação de sangue deve realiza­da com intervalo mínimo de 60 dias para homens e 90 dias para as mulheres, ou se­ja, em um período de 12 meses, há possibili­dade de doação de até quatro vezes por ano, no caso de doador masculino e três em ca­so de doadora.

Edição 224

Setembro 2017

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