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Morte súbita na corrida: como prevenir?

Comentário(s) 16 maio 2019

corrida

Incluir a corrida nas atividades do dia a dia, num primeiro momento, não parece algo muito trabalhoso – basta colocar um tênis, uma roupa confortável e desbravar o ar livre ou a academia. Mas, segundo a cardiologista infantil e médica do esporte do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvana Vertematti, essa ideia não passa de um grande engano. A atividade, principalmente entre iniciantes, exige cuidados importantes para não provocar consequências sérias à saúde, como a morte súbita.

Antes de iniciar a prática, é imprescindível passar por uma avaliação com o cardiologista para checar como anda o coração, independentemente da idade. A médica alerta para importância da identificação e controle dos fatores de risco para doenças coronarianas, que são gatilhos para a morte súbita no esporte.

“Alguns distúrbios nos batimentos do coração, que são assintomáticos, são fatores que aumentam o risco de morte súbita. Doenças familiares e genéticas encaixam-se nesse contexto, como a cardiomiopatia, que pode levar a arritmias fatais no momento da corrida, principalmente nos jovens menores de 35 anos”, reforça.

Pessoas acima dos 35 anos os riscos aumentam. Para este grupo, os problemas geralmente estão relacionados ao risco de infarto decorrente de doenças crônico-degenerativas, como hipertensão, resistência insulínica, diabetes e colesterol no sangue.

Sinais como falta de ar, dor no peito, tontura e sensação de desmaio, não devem ser ignorados. A médica alerta que são indícios de que o corpo não está reagindo bem à corrida e é preciso parar e procurar um médico. “Mesmo que os sintomas passem durante o exercício é indicado procurar um especialista, pois a morte súbita pode ocorrer no período de 24 horas”.

Silvana Vertematti lembra, porém, que com o check up em dia e controle de eventuais doenças, é possível realizar o exercício e conquistar os benefícios à saúde. “Com esses fatores de risco equilibrados, é possível ter um melhor controle da pressão arterial, da glicemia no sangue, do colesterol, além de melhora no sono e melhora nas dores do corpo, pois promove uma melhor circulação”, conclui.

Edição 243

Abril 2019

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