Saúde

O porquê da ajuda terapêutica

Comentário(s) 25 fevereiro 2016

marco tulioTodos nós mantemos alguma forma de re­lação de ajuda para os nossos problemas pesso­ais. Pessoas com quem te­mos mais afinidade, amigos ou parentes, surgem em nos­sa vida e oferecem um om­bro acolhedor. No entanto, um amigo que ajuda a outro termina por também expor seus problemas e também solicitar ajuda de uma ou de outra forma. Troca-se ajuda.

A relação psicoterapêutica de ajuda nada mais é senão um tipo particular entre as di­versas relações de ajuda existentes. A dife­rença fundamental entre essa e outras rela­ções de ajuda é o fato de que o sujeito que a solicita é sempre o único e o principal obje­to de interesse, não se discutindo, nessa re­lação, os eventuais problemas pessoais do terapeuta. Dessa forma, sempre são discuti­dos, analisados e investigados apenas e tão somente os motivos e as queixas que o pa­ciente traz ao consultório.

O paciente que busca ajuda psicoterapêuti­ca por vontade própria está revestido de per­severança e força de vontade para remover osbstáculos e solucionar seus problemas. A direção do movimento no processo terapêu­tico é dada pelo próprio paciente que é cien­te daquilo que sofre, em que direção se de­ve ir, quais os problemas que são cruciais. A capacidade de autorrealização e de autor­recuperação do paciente, no sentido de ele poder solucio­nar seus conflitos, é auxiliado pelo psicólogo, fundamental para dar ao paciente o direi­to de “se sentir capaz”, senti­mento que lhe foi roubado.

Cabe ao psicólogo utilizar toda a sua capacitação técni­ca e o seu conhecimento das características e possibilidades humanas pa­ra empreender, conjuntamente com o pacien­te, a busca de melhores alternativas para a solução de seus problemas. Por sua vez, ca­be ao paciente participar ativamente dessa busca por meio da exposição e do confronto consigo mesmo, do reconhecimento e da ad­missão de dados até agora não aceitos ou ca­muflados, da disposição de se entregar intei­ramente ao processo de busca de sua identi­dade real e do enfrentamento da responsa­bilidade por seus próprios atos e decisões. Sempre de forma ativa, participante e rumo à maturidade, confiante em si mesmo e no psicoterapeuta que o acompanha.

Marco Túlio Silva de Oliveira é psicanalista e psicólogo (CRP 06/113235). Contatos: 11- 97044-0111, tuliopsicanalista@hotmail.com, www.tuliopsicanalista.com.br

Edição 224

Setembro 2017

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