Saúde

O que muda com a Psicoterapia?

Comentário(s) 29 outubro 2015

marco tulioMuitas mudan­ças ocorrem durante esse processo de resgate da própria vida e todas es­sas alterações manifes­tam-se no comporta­mento de quem está vi­vendo uma relação psi­coterapêutica. O com­portamento do sujeito, em virtude de ter sido percebido e analisado por ele mesmo em te­rapia, passa por reade­quações ditadas pelas próprias necessidades da pessoa. Aspectos que ela passa a consi­derar negativos, frente às suas novas des­cobertas sobre si mesma, são eliminados ou atenuados, características pessoais que ela passa a reconhecer como verdadeiramente positivas para si mesma são desenvolvidas ou salientadas.

Novos caminhos se abrem para o sujeito, um novo conceito de Eu se desenvolve pa­ra percorrê-los, velhos hábitos de relacio­namento com o mundo e com o Outro são abandonados e substituídos por outros mais adequados ou são, simplesmente, reformula­dos. O sujeito é encaminhado, gradativamen­te, para suas reais opções: as que ele fez, pe­la primeira vez em sua vida, de forma cons­ciente e responsável sem pressões ou obri­gações internas, podendo resistir à “cobran­ça” dos outros em relação a determinados de­sempenhos ou papéis.

Todos desempenham papéis durante a vi­da, que vão se modificando, alterando, mis­turando ou sendo abandonados em provei­to de outros à medida que nos modificamos individualmente no convívio social. Assim, não se trata de questionar se uma pessoa de­ve ou não desempenhar papéis; antes, trata-se de perguntar “até que ponto ela está feliz e completa dentro desse papel que está de­sempenhando?”.

Acontece que você está ampliando sua au­topercepção e a percepção que você tem dos outros; assim, está desenvolvendo uma fran­queza mais plena com a vida e com sua possi­bilidade de amar e se emocionar. Como con­sequência, suas exigên­cias também se alteram. Você procura se apro­ximar de pessoas que desempenhem papéis mais adequados a suas “novas necessidades e desejos e não mais ape­nas impostos por ter­ceiros”.

Ao mesmo tempo, vo­cê naturalmente se en­caminha para a redefi­nição de seus próprios papéis, buscando agora os que se adaptem me­lhor ao que você real­mente está sendo a cada momento e ao que você quer mostrar ao mundo.

Por isso, eventuais alterações de amiza­de, de relacionamentos amorosos, de carrei­ra profissional, de local de moradia, de prá­tica de hobbies, de interesses intelectuais, de hábitos de alimentação e comportamen­to, de desempenho profissional e de objeti­vos de vida, entre muitas outras, aproximam-no mais e mais de novos papéis que tornem, agora, possível a sua felicidade.

A busca será sempre por pessoas e rela­cionamentos mais congruentes ao seu esti­lo de vida ou àquele que você deseja; assim, se esse estilo de vida ou seus desejos estão se alterando, nada mais natural do que pro­curar novas adaptações às pessoas e relacio­namentos já existentes em sua vida ou, até, buscar novas relações afetivas.

Essa procura por melhor adaptação e no­vos conhecimentos enriquece o seu mundo, visto através de lentes mais realistas ou me­nos distorcidas, utilizando suas capacidades, recentemente desenvolvidas, em proveito próprio e em benefício daqueles se aproxi­mam de você, dotado da capacidade, exata­mente por seu grau de realismo agora adqui­rido, de dizer “não” quando essa aproxima­ção lhe parecer imprópria.

Marco Túlio Silva de Oliveira é psicanalista e psicólogo (CRP 06/113235).
Consultório: 
Av. Malota, 140, Chácara Malota, Jundiaí-SP. Tel. 11- 97044-0111, e-mail: tuliopsicanalista@ hotmail.com, site: www.tuliopsicanalista.com.br

Edição 224

Setembro 2017

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