Esportes

Odontologia do Esporte, aliada do atleta na busca por melhores resultados

Comentário(s) 22 julho 2016

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Os atletas estão se preparando para as Olimpíadas, que acontecerão no Rio de Janeiro, com muitos treinos, acompanhamento médico e em muitos casos, com acompanhamento odontológico.

Isso mesmo, com acompanhamento odontológico. Nem todos sabem, mas a Odontologia possui uma especialidade que investiga, previne, trata, reabilita, protege e compreende a influência das doenças da cavidade bucal no desempenho dos atletas profissionais e amadores. A Odontologia do Esporte tem a finalidade de prevenir traumas orofaciais e possibilitar a plena saúde bucal garantindo o rendimento esportivo do atleta, considerando suas particularidades fisiológicas, a modalidade praticada e as regras do esporte.

Esses profissionais precisam tomar ainda mais cuidados durante o tratamento de seus pacientes atletas, pois existe o risco do doping nos tratamentos realizados antes e também durante a competição. Todos os anos a WADA (World Anti-DopingAgency) publica a relação de substância que tem uso proibido pelos atletas. “Os profissionais de saúde que se dedicam aos cuidados dos atletas devem ter conhecimento das regras que envolvem exames antidoping. Devemos conhecer os medicamentos que prescrevemos assim como seu processo metabólico”, explica a presidente da Câmara Técnica de Odontologia do Esportes do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Neide  Pena Coto.

Mas o cirurgião-dentista especialista em esporte também pode ajudar o atleta a garantir seu desempenho durante as competições, pois alguns problemas bucais podem ter influência negativa nos resultados. “Uma dor de dente pode atrapalhar a concentração de um atleta durante as provas. A respiração bucal, por exemplo, afeta o rendimento físico do esportista. A má oclusão, que gera problemas de mastigação, pode prejudicar na absorção dos nutrientes. Problemas mais graves como infecções na boca, que além de diminuírem o desempenho, podem se espalhar pela corrente sanguínea, provocando risco para o coração, lesões nas articulações e dificuldade de recuperação em lesões musculares”, alerta Neide Pena.

Atualmente, os esportes de contato são os que apresentam maior ocorrência de traumas, mas os traumas orofaciais podem ocorrer em casos nos quais o atleta se choca contra chão, parede ou até mesmo em equipamentos presentes no local de competição e treinos. “Os protetores bucais podem ser um grande aliado dos atletas, pois protegem os lábios, língua, dentes e ossos contra fraturas, avulsões e lacerações”, lembra ela.

Na edição deste ano dos Jogos Olímpicos haverá uma equipe de cirurgiões-dentistas voluntários à disposição do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) no local das competições.

 

 

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