Saúde

Otites de verão

Comentário(s) 03 janeiro 2020

Com os termômetros em alta, a melhor saída para se refrescar é ir para pisci­nas, praias e cachoeiras. É nessa épo­ca do ano que algumas doenças se tornam re­correntes, como a otite de verão. Esse pro­blema, inflamatório e infeccioso, acontece por conta do tempo que as pessoas passam dentro da água.

“Esse contato com água pode fazer com que bac­térias cheguem ao ouvido, levando a uma infecção do chamado ouvido externo, e ocorre com frequência em quem apresenta coceira e escamação no ouvido”, es­clarece o dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringolo­gista do Hospital Paulista. Além de todo cui­dado que se deve ter com uma infecção, é re­comendável evitar passar as mãos na região, porque pode levar ainda mais bactérias.

Não tem idade para a otite externa apare­cer. Tanto adultos quanto crianças estão sus­cetíveis ao problema. Outro ponto que mere­ce destaque é que a doença se diferencia da otite média aguda, que ocorre durante épo­cas frias, como o inverno, e atinge principal­mente crianças.

Ainda assim, alguns sintomas são comuns e é necessário procurar um médico especia­lista no assunto para cuidar da infecção. “En­tre os sintomas, temos a dor intensa, ouvi­do seco e, em alguns casos, secreção”, expli­ca o médico. Em quatro ou seis horas, a pes­soa já pode começar a manifestar os primei­ros sinais, principalmente dor. “Deve-se to­mar um cuidado maior com quem tem imuni­dade mais baixa, porque essas otites podem se tornar graves”, comple­menta o médico.

Algumas dicas:

- Enxugue os ouvidos com a ponta da toalha, sem esfregar, após nadar;

- Não utilize hastes fle­xíveis ou qualquer objeto dentro dos ouvidos. Eles podem causar feridas na pele, retirar a camada pro­tetora de cera e aumentar a probabilidade de infecção;

- Evite mergulhar em água suja;

- Para quem tem otites recorrentes, é re­comendável utilizar protetores auriculares de silicone;

- Procure não passar um longo período dentro da água.

Um médico deve ser consultado ao primei­ro sinal dos sintomas. É importante não adiar esta visita, pois o desconforto pode acabar com as férias e aumentar os riscos de uma in­fecção ainda maior. Só um especialista pode realmente confirmar o diagnóstico.

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