Saúde

Chocolate para diabéticos? Pode sim!

Comentário(s) 24 março 2016

Os diabéticos, podem se render aos chocolates? São muitas as dúvidas nessa hora, pois não é só a questão do açúcar refinado, mas todas as outras substâncias que se transformam em açúcar no organismo. Segundo a American Diabetes Association – ADA, a sacarose não aumenta a glicemia mais do que qualquer outro tipo de carboidrato, sendo assim, o chocolate convencional pode sim ser inserido na dieta de um diabético. Mas como saber o limite?

Para Renata Barbosa, gerente de Diabetes da AstraZeneca, é uma questão de moderação. “O chocolate deve ser consumido com moderação por qualquer pessoa. Além dos açúcares, a gordura e as calorias podem ser prejudiciais se consumidas em excesso”. Renata ainda afirma que um diabético que tem sua dieta equilibrada e de acordo com suas necessidades, não precisa se privar completamente desse prazer, basta estar atento a quantidade e manter sua glicemia controlada. “Vemos muitos pacientes diabéticos tendo baixo desempenho no tratamento porque a privação de certos alimentos mexe com o psicológico, o que afeta diretamente no controle da doença. Diabéticos podem, sim, comer chocolate na Páscoa, mas com prudência”, diz ela.

Mas, claro, existem no mercado uma série de opções de chocolates diets, que, por não conterem açúcares na formulação, são indicados aos diabéticos. De acordo com a dra. Andréia Sapienza, gerente médica de Diabetes da AstraZeneca, isso não significa necessariamente menor quantidade calórica, pois em alguns casos os chocolates diets possuem maior teor de gordura. “É importante conferir o teor energético, bem como os componentes nutricionais do produto em termos de acúcares, gorduras, fibras e sódio”, ressalta.

Outra boa alternativa para quem não quer exagerar, porém não quer privar-se totalmente da tradição de Páscoa, é o chocolate amargo ou meio amargo. Ele é fonte de antioxidantes e fibras, além de possuir menor teor de açúcar, gorduras e sódio.

Então, Páscoa para diabéticos, sim!

Viver com diabetes não precisa ser um sofrimento. Alimentar-se de forma saudável pode ser prazeroso e é indicado para todas as pessoas, mesmo as que não têm diabetes. Durante os dias que antecedem a Páscoa, uma alternativa seria comer pequenas porções das suas comidas típicas preferidas ao longo do feriado, em vez de deixar para fazer uma grande e calórica refeição no domingo de Páscoa. 

DICAS 

• Alimente-se a cada 4 horas para evitar picos de hipo e hiperglicemia;

• Tenha sempre disponíveis alimentos práticos para os intervalos das refeições como frutas, barra de cereais light ou biscoitos salgados com fibras;

• Leia os rótulos com atenção. Não confie apenas na denominação diet ou light.

• Observe atentamente a composição nutricional do produto, identificando a quantidade de cada nutriente (gordura, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais);

• Procure manter o peso dentro da faixa de normalidade;

• Meça regularmente a glicose sanguínea. 

Diet x light

Diet: o diet significa que o alimento tem ausência total de um nutriente. Portanto, a primeira diferença entre alimento diet e light está na quantidade permitida de nutriente.

Light: a definição de alimento light deve ser direcionada aos produtos que apresentam redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias, quando comparado com alimento convencional.

Diet X light: Para os indivíduos portadores de diabetes, o que importa é o diet, por ter ausência total de açúcar. Mas atenção: os alimentos diets nem sempre são reduzidos em calorias e podem predispor à obesidade se consumido em excesso. Exemplo: chocolate diet. Ao comprar um alimento light, verifique no rótulo se na composição tem açúcar ou não.

O alimento light não é, necessariamente, indicado para indivíduos que apresentem algum tipo de doença (diabetes, colesterol elevado, doença celíaca, fenilcetonúria).

 

 

 

Edição 224

Setembro 2017

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