Saúde

Podologia geriátrica

Comentário(s) 12 setembro 2018

O crescente envelhecimento da popu­lação aumenta a demanda por ser­viços que atendam às necessidades desse público, tornando fundamental a atu­ação de um profissional dedicado aos cuida­dos com os pés dos idosos.

podologia geriátricaAs principais alterações no processo do envelhecimento e suas possíveis complica­ções nos pés devem ser observadas e iden­tificadas para o melhor tratamento e orien­tações, proporcionando conforto e bem-es­tar ao cliente geriátrico.

As pessoas idosas, no processo fisiológico, produzem alterações com­plexas nos pés, muitas ve­zes decorrente do andar inadequado, uso prolon­gado e incorreto de calça­dos, traumas e inflamações, que são agravadas pela ida­de, fadiga e má circulação, além de outras complica­ções decorrentes de doen­ças sistêmicas – pressão al­ta, diabetes, por exemplo – como inchaço, pés frios e pálidos, com pouca sensibilidade ou com feridas que não cicatrizam.

Por isso é muito importante que o idoso tenha acompanhamento médico geriátrico e cuide dos pés com um profissional habilitado, devido às limitações naturais da idade. Tam­bém, nessa fase da vida, as unhas ficam mais grossas, o que dificulta o corte, e a pele tende a ficar mais fina e ressecada, sujeita à formação de calos, fissuras, joanetes e micoses.

Outro fator importante é a formação de ca­losidade, que é uma reação cutânea desen­volvida em razão de uma agressão externa, como o aumento do peso corporal e a ação dos calçados, ou por razões internas, como irregularidades ósseas congênitas ou adqui­ridas. O aumento da pressão local acelera a formação de placas queratinizadas (calosida­des), que recobrem a região comprometida. Depois da formação da calosidade, orienta-se que o podólogo avalie a melhor forma de tratamento, que pode ser por meio de produ­tos que dissolvem a queratina, o desbaste ou a indicação de protetores com formatos ade­quados, que aliviam a pressão no local.

Todo cuidado é pouco! Então seguem algu­mas dicas para cuidados dos pés dos idosos:

1 – Manter as unhas curtas e, se possível, realizar esse processo com podólogo.

Estar atento a eventuais alterações no as­pecto das unhas, como, espessura, cor, for­ma etc;

2 – Usar sapatos confortáveis, com solas fir­mes e parte superior macia. Evitar salto alto e sapatos pontudos. O sapato de ta­manho inadequado, ou que calça mal, pode causar feri­das, deformação dos dedos, bolhas e calosidade;

3 – Comprar o calçado preferencialmente no fim do dia, quando os pés estão mais inchados, para que os sapatos se adaptem melhor a eles;

4 – Ter o cuidado de escolher calçados bem acabados com o mínimo de costuras internas;

5 – Usar os sapatos de forma alternada e deixar arejar de um dia para o outro;

6 – Lavar os pés e secá-los cuidadosamen­te, em especial entre os dedos, evitando a umidade que facilita a proliferação de fun­gos e bactérias.

7 – Procurar usar sempre meias de algo­dão, que absorvem a transpiração, mantêm a pele mais seca, diminuem a probabilida­de de desenvolver fungos (frieiras) e o odor forte (chulé);

8 – Hidratar diariamente os pés com cre­me apropriado para evitar rachaduras e res­secamento da pele.

Por Luciana L. Colasanto é  podologista. Contato: 11-99538-4167

Edição 237

Outubro 2018

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