Saúde

Por que meditar?

Comentário(s) 16 setembro 2018

 meditacao

 Segundo estudiosos das universida­des americanas Columbia e Stanford, a meditação atua sobre o estresse porque, quando a mente se aquieta, a pro­dução de adrenalina e cortisol (hormônios liberados em situações de estresse) é inibi­da, enquanto a de endorfina (um tranqui­lizante e analgésico natural tão poderoso quanto a morfina) é estimulada. Só isso já seria um bom motivo para meditar. No en­tanto, quando deixamos de lado as preocu­pações com o físico e nos voltamos para o aspecto espiritual, meditar se torna quase uma necessidade.

O mau estresse ou estresse crônico

Hoje, já sabemos que fazer coisas demais, ao mesmo tempo, sem um propósito claro, aprazível e equilibrado, gera alterações fi­siológicas, emocionais, mentais e espirituais indesejáveis. Essas alterações são chamadas de distúrbios, e sua causa primeira foi bati­zada de estresse.

Em termos gerais, o estresse caracteriza-se pela elevação de tensão no organismo. Es­sa tensão, entretanto, é necessária para que possamos enfrentar momentos específicos de alerta, desafio ou perigo. Porém, quando não nos adaptamos às constantes mudanças ao nosso redor, e não somos capazes de sair desse estado de tensão naturalmente, nele permanecendo prolongadamente e sem ne­cessidade, significa que estamos imersos no mau estresse – também chamado de estres­se crônico. É ele que vai, progressivamente, deteriorando um bem imensamente precio­so – a saúde.

São vários os distúrbios decorrentes do mau estresse, mas os gastrointestinais, a hi­pertensão, dores de cabeça, insônia, taqui­cardias e quadros de ansiedade já fazem par­te do cotidiano de todos nós. A nomenclatu­ra médica os di­vide em distúr­bios do estresse e distúrbios psi­cossomáticos, e já propõe outras formas de abordagem, prevenção e controle. Entre elas, está a meditação.

Os benefícios da meditação

Segundo Goleman, os benefícios da prá­tica diária da meditação são: recuperação mais rápida depois de situações de grande excitação/ameaça; aumento da capacidade de concentração e consequente diminuição dos estados de dispersão; aumento das de­fesas imunológicas; decréscimo da pressão arterial; alívio das dores no caso de angina e arritmias cardíacas; redução de dores crôni­cas; diminuição dos níveis de colesterol ruim no sangue; aumento do fluxo de sangue pa­ra o coração; melhoria da regulação de gli­cose em diabetes adquirido na idade adul­ta; melhoria das vias aéreas comprimidas em caso de asma.

Essas valiosas constatações viabilizam a prática da meditação para aqueles que nunca imaginaram que isso fosse possível ou neces­sário. E, muito embora a meditação não tenha sido concebida como um tratamento ou uma forma de terapia, cada vez mais pessoas no mundo todo utilizam suas técnicas para con­seguir alívio para seus sofrimentos.

Por Amalia Sciamarelli, professora de Ioga. Contato: 11-99902-0467 (WhatsApp)

Edição 236

Setembro 2018

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