Saúde

Preocupações: o que fazer com elas?

Comentário(s) 04 abril 2017

Josivani S. Mendes

Josivani S. Mendes

Quem nun­ca sofreu por algu­ma preocupação? Na grande maio­ria dos nossos dias nos preocupamos, e essa capacidade de pensar e de se preo­cupar nos acompa­nhará sempre. No entanto, podemos observar e aprender melhor sobre a manei­ra como pensamos, e consequentemente, nos preocupamos.

Se preocupar não é ruim, acredite! Assim como outras características humanas, a capa­cidade para pensar e se preocupar possui sua importância, auxilia na previsão de possíveis problemas e facilita a sua resolução.

Segundo o psicoterapeuta Robert Leahy, é possível classificar as preocupações en­tre produtivas ou improdutivas. As produ­tivas são aquelas que colaboram na resolu­ção do problema, exigindo de nós mesmos uma decisão.

As preocupações improdutivas são aque­las que dificilmente nos levam a algum com­portamento assertivo. Elas surgem principal­mente acompanhadas por pensamentos do tipo “e se”, e nessa forma de pensar, a gran­de maioria das pessoas percebe não apenas certo sofrimento, como também a dificulda­de para resolver a questão. São improdutivas também por serem consideradas previsões que a pessoa faz, que até podem vir a acon­tecer, mas são muito improváveis.

Entendendo suas preocupações

- Aceite que se preocupar sempre fará par­te de nossas vidas, e encontre a oportunida­de de não mais fugir da preocupação, e sim procurar entendê-la;

- Preste atenção às suas preocupações e, se for possível, escreva sobre elas; isso faci­litará o exercício a seguir, contribuin­do também na se­guinte meta: trans­formar as preocu­pações improduti­vas em resolução de problemas;

- Identifique as preocupações pro­dutivas e as improdutivas;

- Existe algo que eu possa fazer, que de­pende de mim, para melhor lidar com essa preocupação? Se a resposta for SIM, é ape­nas uma preocupação produtiva, você tem melhores chances de resolver seu proble­ma; se a resposta for NÃO, é uma preocupa­ção improdutiva, continue a leitura;

- Questione seu pensamento com o objetivo de encontrar uma resposta mais racional;

Como todo aprendizado, precisamos man­ter o compromisso e repetir este exercício, para que o mesmo se torne cada vez mais efetivo. Este exercício é uma técnica chama­da Automonitoramento, desenvolvida em Psicoterapia Cognitiva, utilizada também no tratamento dos sintomas de ansiedade. Pa­ra as pessoas com maior sofrimento psíqui­co, como no Transtorno de Ansiedade Gene­ralizada (TAG), dificilmente é possível sozi­nho aliviar o sintoma. Nesses casos, sugere-se uma avaliação com um profissional psicó­logo ou psiquiatra.

Artigo da psicóloga Josivani S. Mendes (CRP 06/134140). Atua com Terapia Cognitivo Comportamental e é especialista em Avaliação Psicológica. Atende em Jundiaí e Barueri.
Contatos: 11-95088-1777; Facebook: Josivani 
S. Mendes – Psicóloga Especialista em Avaliação Psicológica; instagram: josivanimendes.psicologa

Edição 224

Setembro 2017

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