Saúde

Processo de desinfecção e esterilização na Podologia

Comentário(s) 01 julho 2016

podologia marilynEm atividades rela­cionadas com a área da saúde, a higiene é fundamental para garan­tir o mínimo de segurança ao cliente e ao profissional. Na Podologia não seria di­ferente. Os níveis de conta­minação no gabinete podo­lógico são imensuráveis, is­to porque é normal a ocor­rência de sangramento, pur­gamento (retirada de pus) e drenagem de traumas infec­cionados, remoção de resí­duos repletos de fungos ins­talados na pele e nas lâmi­nas (unhas), desbridamen­to dos espessamentos (calo­sidade) da pele e das lâmi­nas com o uso de brocas, fresas e lixas, ge­rando aerodispersoides.

Durante os procedimentos (manicure, pedicure, podologista etc), com muita fre­quência os instrumentos podem ser conta­minados com sangue do cliente e, se o ins­trumento não for apropriadamente esterili­zado, pode agir como meio de transmissão de doenças graves, como a aids, hepatite vi­ral B e C. A hepatite viral é uma doença gra­víssima que pode desenvolver uma cirro­se e até mesmo câncer de fígado, sendo um grave problema de saúde pública. A hepati­te viral B (HVB) sobrevive no meio ambien­te por até sete dias e sua transmissão se dá pelo sangue, sexo e aleitamento materno. A hepatite viral C (HVC) sobrevive no meio am­biente por até três dias e sua transmissão se dá pelo sangue. O risco de contrair o vírus da HVB é 100 vezes maior que o HIV (AIDS) e 10 vezes maior que o HVC.

A transmissão de doenças tanto pode ser transmitida a outros clientes como, e prin­cipalmente, ao profissional que manuseia os instrumentos. Por isso, a necessidade da biossegurança.

Essas medidas contribuem para evitar a disseminação de fungos, bactérias e vírus:

- Uso de equipamentos de proteção indivi­dual (luvas cirúrgicas, máscara e touca des­cartáveis, óculos de proteção, aventais);

- Artigos descartáveis de­verão ser obrigatoriamente eliminados após o uso (lixa, bisturi);

- Coleta diferenciada para artigos perfurocor­tantes;

- Esterilização em estu­fa, à temperatura de 170oC, pelo período mínimo de 120 minutos ou autoclave, à temperatura de 132oC, pelo período de 15 minu­tos, ou 121oC pelo perío­do de 30 minutos (pinças, alicate de lâmina e eponí­queo (cutícula), bisturis, curetas, espátulas, tesou­ras, brocas e demais gêne­ros metálicos);

- Desinfecção (álcool 70%) e limpeza (água e sabão) do mobiliário e demais ar­tigos que entram em contato com a pele in­tacta (aparelho de massagem, estojo de bis­turis, bandejas, aplicador de gases, caneta/ mandril).

- Boa qualificação técnica do profissio­nal;

- Domínio das técnicas utilizadas;

- Boas condições de trabalho.

A determinação de medidas eficazes para o controle de doenças transmissíveis é uma constante preocupação das autoridades sa­nitárias, sendo seu dever intervir sempre que houver possibilidade de ameaça à saú­de pública. Contudo, o cliente deve ter a mes­ma preocupação, pois é sua saúde que pode estar em risco. O cliente tem em suas mãos a medida de controle, prevenção e proteção, portanto, deve EXIGIR do profissional que o atender as medidas acima descritas.

É impossível saber simplesmente pela apa­rência se a pessoa é portadora de alguma doença transmissível. Muitas vezes, a pró­pria pessoa desconhece ser portadora de al­gum vírus, pois não mostra sinais e/ou sin­tomas, ou ainda não desenvolveu a doen­ça. Cuide-se!

Artigo da podóloga Marilyn Almeida Lacerda.

Informações: tels.: 11-99863-7437, 4521-0901

Edição 224

Setembro 2017

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