Estética

Proteja sua pele no inverno

Comentário(s) 08 julho 2016

Com menor incidência de raios solares, o inverno acaba sendo a estação preferida de muitos para realizar procedimentos estéticos, pois, normalmente, recomenda-se evitar exposição ao sol nos períodos de recuperação. “Apesar de a Dermatologia reunir uma variedade grande de procedimentos minimamente invasivos, que não tiram as pessoas de suas rotinas, é fato que no inverno nota-se um interesse maior em determinados tratamentos, especialmente a laser”, comenta a médica dermatologista Christiana Blattner, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Reduzir rugas, manchas, gordura localizada e flacidez, depilação definitiva e peelings variados estão nessa lista.

Mas, além do frio, para muitas pessoas o inverno traz problemas na pele. “A principal queixa no período é o ressecamento, com sintomas como vermelhidão, coceira, descamação e rachaduras que, em casos mais graves, podem até sangrar”, explica a especialista. Por estarem mais expostos, rosto, mãos, boca e até o couro cabeludo são as áreas que apresentam mais problemas.

Para combatê-los, uma palavra se destaca: hidratação. A baixa nas temperaturas e na umidade do ar reduz a transpiração, que também exerce uma ação hidratante natural, por isso é importante reforçar a proteção com aplicação de produtos adequados para cada tipo de pele. “Usar o hidratante logo após o banho é o ideal, mas no caso de peles muito ressecadas, pode-se reaplicar o produto de 2 a 3 vezes ao dia, especialmente em áreas mais irritadas. Peles oleosas precisam de produtos específicos para não causar outros problemas, como a acne, por exemplo. É fundamental não se esquecer dos lábios, que sofrem muito nesta época do ano”, comenta a médica.

Além da hidratação diária, algumas recomendações da especialista para os cuidados rotineiros com a pele incluem: não esfregar o sabonete na pele, não tomar banho com água muito quente e usar filtro solar diariamente, mesmo em dias muito frios e nublados. “Se mesmo assim o ressecamento da pele for muito severo, vale a pena consultar o médico dermatologista para avaliar a necessidade do uso de produtos específicos”, comenta Christiana.

Doenças de pele que se agravam no inverno

Dermatite de contato ou eczema de contato: É uma reação inflamatória da pele exposta a um componente ou produto, cujos sintomas são coceira, inchaço e vermelhidão. O contato da pele com tecidos como a lã, por exemplo, muitas vezes pode ser o estopim para o problema. Existem dois tipos de dermatite de contato: a irritativa e a alérgica. A dermatite irritativa é causada por substâncias como detergentes e outros produtos químicos. Neste caso, as lesões ficam restritas ao local do contato. A dermatite alérgica de contato aparece depois de repetidas exposições a um produto. Ela depende do sistema de defesa do organismo, e por isso pode demorar meses ou anos para aparecer. Normalmente, ocorre pelo contato com produtos de uso diário, como cremes hidratantes, esmaltes de unha, medicamentos, entre outros. As lesões acometem o local de contato e podem atingir outras áreas do corpo.

Dermatite atópica: É uma doença de pele inflamatória, crônica, com lesões que coçam muito e às vezes formam crostas ou descamam.  Pode vir acompanhada de asma ou rinite alérgica. A dermatite atópica ocorre em pessoas que são alérgicas, uma condição adquirida por herança genética. Sua principal marca é a pele extremamente seca. Alguns fatores servem de gatilho para o agravamento do quadro, como clima frio e muito seco, produtos químicos e solventes, fragrâncias e corantes, tecidos sintéticos e lã, pó, alguns alimentos (como leite, ovos, trigo, amendoim), banho muito quente, entre outros. “O tratamento tem o objetivo de restaurar as funções protetoras da pele, que precisa de hidratação e lipídeos (óleos) para recuperar sua barreira natural. Por isso, a hidratação é fundamental e deve ser diária, além do uso de medicamentos, conforme orientação médica”, explica a dermatologista.

Psoríase: A psoríase é uma doença da pele crônica relativamente comum e não contagiosa. Apresenta manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas, e pode afetar áreas como mãos, pés, unhas, tronco, couro cabeludo e articulações. Segundo a dra. Christiana, a  psoríase tem um impacto emocional muito forte em seu portador. É uma doença cíclica, ou seja, apresenta momentos de melhora e piora. Sua causa é desconhecida, mas sabe-se que está relacionada ao sistema imunológico e à genética. O clima frio deixa a pele ainda mais ressecada e sensibilizada. Há vários tipos e o tratamento para casos leves inclui hidratar a pele e aplicar medicamentos tópicos nas lesões, mas situações mais graves podem demandar medicação oral e injetável.

 

 

Edição 224

Setembro 2017

Confira as edições anteriores

© Jornal Mexa-se 2013 todos os direitos reservados.

io! Comunica