Saúde

Queimação ou infarto?

Comentário(s) 17 setembro 2015

infartoDados do Ministério da Saúde recentemente divulgados revelam que o infarto agudo do miocárdio é a segunda principal causa de morte no Brasil. A doença é responsável por cerca de 85,5 mil óbitos por ano – 233 casos por dia. Saber diferenciar a queimação de um infarto pode ser o primeiro passo para evitar que os alarmantes números cresçam ainda mais.

Para o coordenador clínico do Serviço de Cardiologia do Hospital Santa Catarina, prof. dr. Walter Gomes, é comum algumas pessoas sentirem dor no peito em determinadas fases da vida ou após a prática de exercícios físicos intensos. Todavia, embora as causas possam variar desde um refluxo até algo muito grave, como um infarto, é vital ficar atento e buscar socorro imediatamente em alguns casos.

A queimação no peito, algumas vezes, é o primeiro sinal de que a saúde do coração não está 100%. “Não levar a sério esse sintoma é um risco que muitas pessoas preferem correr. No atendimento de emergência, notamos que alguns pacientes, vítimas de infarto, tiveram dor no peito ou queimação dias antes de serem internados”, diz o cardiologista.

Para o médico, além do reconhecimento do sintoma, a rapidez com que se procura o hospital e é atendido é outro fator determinante para evitar riscos maiores, já que a mortalidade no infarto agudo está relacionada ao tempo de atendimento.

O médico elenca quatro características da dor no peito que necessitam de atendimento imediato:

  • Dor acompanhada de náuseas, suor frio, falta de ar ou desmaio;
  • Dor no centro do peito ou na parte superior do abdome e mais intensa que a habitual;
  • Incômodo no peito que aparece após a prática de exercício físico e desaparece ao repousar;
  • Dor no peito que se irradia para o pescoço ou para os braços.

Prevenção é sempre a melhor alternativa

Prevenir: essa é a palavra-chave quando o assunto é o coração. “Abandonar o cigarro, controlar o peso e, se necessário, fazer regime e buscar uma alimentação mais saudável, diminuir o consumo de álcool, realizar atividades físicas regulares, como caminhadas, por exemplo, são passos simples que estão ao alcance de qualquer paciente e que podem fazer a diferença a favor da saúde já no curto prazo”, conclui o especialista.

 

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