Saúde

Rinite alérgica

Comentário(s) 25 julho 2019

A rinite é caracterizada pela inflama­ção da mucosa nasal e causa sinto­mas como prurido (coceira), con­gestão nasal, espirros e coriza (nariz escor­rendo), além de prurido e lacrimejamento ocular. Podendo ser classifica­da em alérgica e não alérgica, a rinite tem um impacto impor­tante nas atividades cotidianas de milhões de pessoas, causan­do noites mal dormidas, queda no desempenho escolar e faltas no trabalho.

O diagnóstico da rinite alér­gica é feito por meio de exames de sangue e do teste cutâneo de leitura imediata (prick test), no qual extratos de agentes aeroa­lérgenos (inalantes) são aplica­dos diretamente no braço do paciente e, de­pois de uma leve escoriação, é observado uma reação local, demonstrando que o paciente possui alergia a determinado agente (poeira, ácaros, fungos, epitélios de animais).

Apesar de não ter cura, existem diversos tratamentos que garantem bom controle das crises, dando ao paciente uma melhora im­portante dos sintomas e na qualidade de vi­da. O uso de corticóides nasais diminui a in­flamação local, é bastante seguro e diminui a intensidade e a frequência das crises que, ca­so ocorram, podem ser controladas com an­tialérgicos orais (anti-histamínicos).

Já a imunoterapia (popularmente conhe­cida como vacina para alergia), proporcio­na uma maior tolerância do paciente quando exposto aos alérgenos nela uti­lizados. À medida que se torna mais tolerante, o paciente ne­cessita menos dos tratamentos medicamentosos, que podem ser até suspensos em alguns casos. A imunoterapia pode ser sublin­gual (realizada em casa) ou sub­cutânea (em consultório).

Vale ressaltar que, para que haja sucesso no tratamento da rinite alérgica, é muito impor­tante que o paciente faça o con­trole ambiental adequado. Me­didas simples como limpar a casa frequente­mente com pano úmido (não varrer), evitar tapetes e cortinas (principalmente no quar­to), usar protetores de colchão e travessei­ros e evitar acúmulo de papéis e caixas po­dem diminuir bastante a exposição do pa­ciente a poeira, ácaros e mofos.

A rinite alérgica não tem cura, mas tem tra­tamento. Procure um médico alergista.

Por dra. Estela Berti Risso Aielo, alergista e imunologista adulto e infantil (CRM 145.906)

Edição 246

Julho 2019

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