Saúde

Ronco e apneia têm tratamento

Comentário(s) 12 junho 2015

Dra. Gabriela Pierami

Dra. Gabriela Pierami

Segundo estatísti­cas ame­ricanas, o ronco é um problema que atinge 40% dos homens aci­ma de 30 anos e um elevado nú­mero de mulhe­res, acentuando-se após a meno­pausa. Piora com a idade, ganho de peso e uso de bebidas alcoóli­cas ou medicamentos ansiolíticos. O ronco é nocivo, afeta a família e outros que convi­vem com a pessoa que ronca. Além disso, o roncador tem grande probabilidade de apre­sentar uma doença séria conhecida como Ap­neia Obstrutiva do Sono.

O ronco acontece quando as estruturas e músculos da região da garganta relaxam mui­to durante o sono, bloqueando parcialmente a passagem do ar, vibrando e produzindo o som do ronco. Já a Apneia Obstrutiva do So­no é uma doença respiratória séria que afeta parte significante da população. Ela é defini­da como parada respiratória durante o sono por períodos de 10 segundos ou mais e acon­tece quando os músculos da garganta rela­xam e bloqueiam totalmente a passagem e o ar não passa para os pulmões. Quando isso acontece, o cérebro avisa o corpo que é ne­cessário despertar apenas o necessário pa­ra desbloquear essa passagem de ar. Os vá­rios despertares durante a noite farão com que a qualidade do sono seja se­riamente preju­dicada.

Sintomas que podem ser sinais de um possível problema de ap­neia: ansiedade, ronco frequente e alto, pausas na respiração du­rante o sono, ir­ritabilidade, en­gasgos duran­te o sono, hiper­tensão, problemas de memória e concentra­ção, dores de cabeça ao acordar, sono frag­mentado, cochilos frequentes, acidentes au­tomobilísticos, domiciliar e de trabalho, en­tre outros.

Tratamento odontológico

Utilizamos um aparelho que funciona avançando a mandíbula, mantendo-a firme­mente nessa posição. Tal avanço faz com que os tecidos da garganta se “estiquem”, aumen­tando a abertura para a passagem do ar, além de estimular um reflexo que faz a muscula­tura da faringe e arredores ficar mais ten­sa, mais firme, evitando o ronco. Mantendo a mandíbula presa ao aparelho, ele não per­mite que ela “caia” durante o sono, abrindo a boca, pois esse movimento de abertura geral­mente é seguido de um reflexo que faz a lín­gua ir para trás obstruindo a passagem do ar.

Dra. Gabriela Pierami é cirurgiã-dentista (CRO-SP 101.823). Tel.: 11-4521-3288

Edição 224

Setembro 2017

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